domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Arte de Fazer Um Mixtape

Uma coisa que eu sempre curti fazer, desde pequeno, era montar meus próprios álbuns, pegando músicas de artistas diferentes e montando minha Mixtape personalizada.

Quando eu era moleque, ainda não tínhamos as vantagens de baixar música em MP3 ou jogar tudo no pen drive pra ouvir no computador ou carro. Logo, pra você ouvir música, ou você ouvia um album só ou montava sua própria fita.

Sim, eu fui do tempo da fita K7 (Cassete... ou "cacete", pros mais engraçadinhos) e me orgulho disso.

Orgulho em poder dizer que cheguei a escutar disco vinil e fita K7, e ao mesmo tempo testemunhei a popularização do cd e posteriormente das músicas em formato digital. Pra um amante da música, nada melhor que saber ter presenciado todas as fases dessa evolução musical.



Mas antes que eu desvie o assunto - pra variar - gosto de lembrar que até hoje eu mantenho esse hábito de fazer mixtapes, ainda que de forma mais "muderna".

Tudo bem que hoje em dia temos a facilidade de plugar o pen drive, iPod ou mp3/mp4/mp5/mpinsiraumnúmero player em qualquer lugar, e escutar músicas de acordo com o gênero músical, em ordem alfabética ou qualquer outro critério.

Mas, ainda assim, eu gosto de montar uns cds de vez em quando. Gosto de olhar todo o meu acervo musical (digital, porque sou "muderno" =P ) e criar tracklists que tenham alguma coerência, seja de estilo ou de repertório. Aprecio a arte de montar uma ordem de música na qual você não sente vontade de pular nenhuma faixa =D

Hoje em dia, eu comemoro a praticidade em se montar um cd. Basta ter o mp3 das músicas e um cd vazio (nem precisa ser virgem: com os cds "rewritables", você tira o cabaço do redondo várias vezes hauahauah) e pronto!

Antigamente, na minha infância, eu suava pra botar o disco na faixa certa (sem deixar a agulha arranhar o vinil) e ainda tinha a cautela de botar a fita K7 no ponto certo (pra dar um espaço bacana entre faixas, eu metia o dedo e girava a fita interna hauah).

Nesse final de domingo, aproveitei pra montar mais um cd especial, recheado apenas de músicas que eu gosto, e das quais eu jamais me atreveria a pular de faixa.

Como é pra ouvir no carro - o único lugar onde ainda faço uso de cd normal - optei por músicas mais tranquilas, que ajudam a relaxar no trânsito caótico da minha cidade (e o fato da maioria das músicas seguir uma linha romântica é um mero detalhe =P)

O mais engraçado é que, quando eu vejo o resultado final, também acabo lembrando de outro detalhe meu: sou extremamente eclético! Acabo misturando, num único cd, cantores que aparentemente não tem nada a ver um com o outro.

Apesar disso, os cds normalmente soam coerentes. E o que é melhor: não enjoam =P

Essa proeza, claro, é uma consequência natural da prática. Afinal, são anos me aperfeiçoando na arte de fazer um Mixtape =)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Acidentalmente de Propósito


Uma coisa que me aflige ultimamente é a falta de tempo pra acompanhar os seriados que costumava assistir.

Alguns eu já larguei de mão, outros eu ainda faço questão de me atualizar (Doutor House, estou olhando pra você!). Fora aqueles que eu gosto, mas estou tão atrasado que fico com preguiça de começar a rever (tenho 2 temporadas de Grey's Anatomy pra ver hauahau)

Pra ter uma noção da falta de tempo: o povo que acompanha Lost pela Globo tá mais atualizado do que eu! (e eu to me virando pra não ler nada sobre a sexta e última temporada, que começou agora nos EUA).

Mas apesar de ter um monte de série pendente pra ver, acabei arranjando espaço pra uma novata: Accidentaly On Purpose (Acidentalmente de Propósito... ou "Sem querer querendo", numa linguagem Chaves de ser).


A sitcom narra a história de uma crítica de cinema de 37 anos, que vai pra uma balada depois que o namoro vai por água abaixo, e acaba conhecendo um garotão de 22 anos. Depois de umas noites de farra e um certo descuido - aparentemente, uma camisinha não é 100% eficaz quando fica dentro da bolsa - a mulher acaba engravidando do seu "brinquedinho".

Apesar do susto, ela resolve ter a criança. E pra complicar a situação, o rapaz resolve ficar por perto e ajudá-la na situação - apesar de sua profissão como ajudante de chef de cozinha não ser lá muito promissora.

Pra ser sincero, o que chamou a minha atenção pra essa série nem foi a premissa, mas sim a protagonista, a atriz Jenna Elfman.

Macaco velho de seriados como sou, conheço ela desde a época de Dharma & Greg (série que acabou faz quase 10 anos... me sentindo velho agora) e considero ela uma ótima comediante.


De fato, como esperado, ela está incrivelmente boa no papel de Billie, a crítica de cinema grávida. O carisma e timing cômico estão na medida certa pra fazer a gente gostar da personagem logo de cara. E pra fazer rir com os diálogos mais avulsos:


Mas como nenhuma série vive só do protagonista, Accidentaly On Purpose funciona justamente por todo o elenco, que é bem carismático:

Zack, o "moleque" de 22 anos, possui uma química muito boa com a Billie, o que deixa as desventuras do casal mais interessante; Abby, a irmã certinha, se torna engraçada de tão enjoada; Olivia, a amiga desbocada, sempre rende ótimas pérolas; e James, o ex-namorado (que, por acaso, também é o chefe da Billie), comprova que envelhecer não significa necessariamente amadurecer.


Mas o meu personagem favorito, de longe, é Davis, o amigo sequelado - e maconheiro - do Zack. Tudo bem que esses personagens mais lesados se destacam naturalmente numa sitcom, mas Davis só dá certo pelo ótimo timing cômico do ator.


Aliás, o elenco dessa série é recheado de cara conhecida do mundo dos seriados... Zack é interpretado pelo Jon Foster (do extinto Life as We Know It, uma série teen que durou bem pouco, mas que eu adorava na época). E Ashley Jensen, que faz a Olivia, fazia parte do elenco de Ugly Betty.

Um outro ponto positivo da série é tratar assuntos como sexo e uso de maconha de uma forma bem despretensiosa, o que é um avanço se a gente considerar que é uma sitcom feita pra um povo tão conservador quanto os americanos.

O piloto acabou prendendo minha atenção e eu acabei aproveitando essa terça-feira gorda pra baixar e ver todos os episódios exibidos até agora. A sorte dessas sitcons é que os episódios duram em média 20 minutos, então dá pra ver uma porrada numa tacada só =D

Enfim, mais uma série pra minha lista... Só espero não me atrasar com ela da mesma forma que venho me atrasando com outras. Mas caso isso venha a ocorrer, foi "sem querer querendo" =P

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vídeos criativos: Alphabeat

Num feriado dominado por marchinhas de carnaval - mais sobre esse feriado do carnaval num futuro post - tive a grata surpresa de descobrir uma banda interessantíssima, chamada Alphabeat.

E com ela, veio a ideia de criar uma série de tópicos temáticos, destacando a criatividade em forma de vídeo.


De origem dinamarquesa, o sexteto de "cútis branca" (como diria o saudoso Caco Antíbes) já chama a atenção pela proposta: liderados por um cantor e uma cantora, o grupo tem forte influência dos anos 80 e 90, mas são bem "mudernos". E possuem clipes bem criativos, que saltam aos olhos.

Impossível escutar a banda e não lembrar da época em que você passava as tardes vendo filme no "Cinema em Casa" do SBT ou na "Sessão da Tarde" da Rede Bobo... Todas as músicas parecem retiradas daqueles filmes que marcaram a minha, a sua, a nossa infância e adolescência. =P

Mas antes que eu desvie o assunto e isso vire um tópico pra babar o ovo do grupo, voltemos a proposta inicial: vídeos criativos.

Assim como quase todo mundo que cresceu vendo MTV na década de 90 e boa parte do começo desse século, eu sou daquele tipo de pessoa que fica vidrado em vídeos bem bolados e inovadores.

Além de ser um fascínio aos olhos, eles também são um estímulo à mente - o que é sempre algo bom.


Hoje em dia, infelizmente, os cantores e bandas estão meio relapsos, e a gente conta no dedo os clipes que realmente prestam. Por isso, quando vejo algo recente e interessante, acabo atribuindo-lhe o devido valor.

Alphabeat - muito bom esse nome! - é uma banda bem criativa com seus vídeos, mas tem um em especial que salta aos meus olhos: o vídeo de What Is Happening.

O clipe possui uma produção modesta, que consiste basicamente na banda e um grupo de pessoas em um grande galpão, mas o charme do vídeo reside nas cenas em que todo mundo começa a formar palavras que estão na música, tipo essa:


Na realidade, esse tá longe de ser o primeiro vídeo do mundo a mostrar palavras sendo formadas por gente. Mas o diferencial está na execução.

Ao longo do vídeo, enquanto escutamos a banda tocar essa agradável canção, os "dançarinos" vão fazendo várias coisas diferentes, e cada palavra vai tomando uma forma e estilo diferente.

Um esforço que acaba compensando pelo resultado final: você sente vontade de ver o clipe várias e várias vezes.





Enfim, o vídeo só comprova que uma ótima ideia, quando bem executada, vale mais do que um vídeo mega produzido.

E a música é tão gostosa de se ouvir que fica quase impossível não apreciar tudo heueheu

Confiram, então, o clipe de What Is Happening... E procurem os outros vídeos da banda, que são bem legais também (destaque pra Fascination, 10.000 Nights, Boyfriend, The Spell e Hole In My Heart... ou seja, tudo deles! huahauahau)