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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O meu, o seu, o Nosso Lar


Por um bom tempo, eu tive uma piada recorrente de que o último filme nacional que eu havia visto no cinema era Olga (tá, nem era engraçado, mas por algum motivo arrancava o sorriso das pessoas).

Acho o cinema nacional interessante, mas realmente fazia um bom tempo que eu não assistia a um filme brazuca na telona (o DVD era sempre minha 1ª opção).

Eis que ontem eu quebro o jejum - e perco a piada - ao ir assistir Nosso Lar com os amigos que moram no lado esquerdo do peito.

Não sei se todos sabem, mas o filme é baseado em um livro de Chico Xavier, que por sua vez psicografou as informações repassadas por um médico desencarnado. Imerso na doutrina espírita, o filme tenta resumir as passagens e mensagens do livro assinado/psicografado pelo célebre médium brasileiro.

De início, o filme já causa certa polêmica por tratar fortemente sobre a doutrina espírita.

Apesar do tema já ter sido tratado antes e até caído no gosto popular através de novelas (a clássica A Viagem e a recente Escrito nas Estrelas, por exemplo), muita gente ainda desconhece os preceitos e nuances da doutrina.

Pra quem já conhece ou leu sobre espiritismo, acaba enxergando muita coisa representada no filme. Quem desconhece ou não concorda/aceita, acaba encarando o filme como uma tremenda ficção científica.



Curioso como o filme provoca diversas reações pra quem eu pergunto: tenho amigos católicos que acharam o filme belíssimo; amigos católicos que dormiram no cinema; meu pai, que é espírita, se emocionou bastante com a história; minha mãe, que também é espírita, preferiu o livro (LOL); E assim por diante.

O fato é, acreditando no espiritismo ou não, Nosso Lar é um filme cheio de mensagens positivas e que podem te levar a uma boa reflexão - isso, claro, se você se deixar permitir.

Particularmente, eu acredito nos preceitos da doutrina espírita (talvez por influência da família), muito embora eu nunca tenha feito um estudo aprofundado a respeito.

Eu acho que estamos nesse mundo pra cumprir uma missão (seja ela qual for) e que, independente de qualquer coisa, devemos aproveitar a vida e procurar ajudar ao próximo, minimizando sentimentos como orgulho e egoísmo.

Essa é uma das diversas lições que a doutrina espírita - e consequentemente o filme - procura repassar. E, pra ser bem franco, é uma postura que todos deveriam adotar. Independente de credo/religião (ou falta de religião).

Sobre o filme, nem preciso dizer que ele me tocou bastante. Antes de mais nada, é um filme com mensagens e valores que deveriam ser apreciados e adotados por todos.

E isso já é o suficiente pro filme se tornar um filmaço.