sábado, 20 de março de 2010

Reinventando Músicas


Acredito que meu amor à música não é nenhuma novidade para quem circula por esse blog. Um levantamento rápido do meu histórico mostra que 70% do que escrevi aqui foi relacionado a álbuns, canções avulsas, ou sobre um artista/banda em específico.

Olhando mais a fundo, até relembrei de uma tentativa #fail de fazer uma coluna destacando versões diferentes pra uma mesma música (depois da primeira matéria, não escrevi mais nada a respeito hauahauah).

Eis que hoje, pesquisando covers de músicas que eu simpatizo, acabei me deparando com verdadeiras pérolas (no bom sentido), as quais resolvi compartilhar aqui.

Eu gosto de ver artista cantando coisa de outro artista, especialmente quando vira algo inusitado - Como, por exemplo, cantora diva cantando algo de banda de rock, ou uma música bem dançante sendo transformada num ótimo acústico.

Mas o mais legal mesmo é quando alguém toma a iniciativa de reinventar completamente uma canção conhecida, ao ponto de até gerar dúvida se é cover ou algo novo mesmo.

Ficam aí dois exemplos (se encontrar outros, vou acrescentando aqui):

1 - Ayo Technology (originalmente do 50 Cent)

Se alguém conhece ou já ouviu falar do 50 Cent, deve saber que ele é um rapper com músicas de gosto questionável, quase sempre de cunho bem sexual (o tema é bom, mas a vulgaridade compromete um pouco a credibilidade).

Ayo Technology é uma parceria do cara com os badalados Justin Timberlake e o produtor Timbaland. A música, em resumo, é um hip hop com os versos declamados de forma acelerada pelo "Cinquentinha", acompanhado de um refrão grudento entoado pelo Timberlake.

Eis que encontro, por acaso, a versão de um cantor chamado Milow pra essa mesma música!

Na realidade, essa versão não é nenhuma novidade, pois já bombou pela Europa no ano passado. Mas o cover é digno de ser relembrado, até pelo brilhantismo da transformação que a música sofreu.

Em poucas palavras, Ayo Technology passou de hip hop meio chulo para uma música pop/acústica de um curioso bom gosto, apesar da letra "safadjeenha" =D



Enquanto eu só consigo ouvir a versão do 50 Cent ocasionalmente (só o refrão que é bacana, realmente), essa reinvenção do Milow eu deixo no repeat à vontade, sem medo de enjoar. =D

2 - Telephone (originalmente da Lady GaGa)

Se o exemplo anterior pode parecer "datado" pra alguns, esse aqui é novinho em folha.

Pegando carona no atual sucesso da cantora e bizarra de plantão Lady GaGa, uma dupla chamada Pomplamoose reinventou Telephone, uma música feita para as pistas de dança que, nas mãos do dueto, virou uma canção indie rock bem maneira.




Vendo/Ouvindo a criatividade fluir assim, eu acabo por chegar a esta conclusão: Fazer cover de canção famosa é fácil. Dificil mesmo é desconstruí-la e reinventá-la.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Correr, Correr, Correr

No meio da correria da semana, confesso que tenho uma certa preguiça em fazer alguma atividade física durante a noite.

Já tentei fazer academia após o trabalho, mas tão logo acabo perdendo o embalo e começo a faltar. Às vezes pelo cansaço do dia que só me faz querer o aconchego de casa, outras vezes por pura falta de disciplina (não é a toa que chamam a musculação de "treino").

Também já me arrisquei a frequentar a academia de manhã cedo, mas depois do pique da novidade, o sono e aqueles "5 minutinhos adicionais" na cama (que sempre viram 50 minutos) acabaram por falar mais alto.

O fato é: Eu sinto vontade de me exercitar, tenho meus rompantes de "a partir de hoje vou malhar feito condenado", mas às vezes falta-me o estímulo certo pra dar continuidade à boa vontade inicial.

De qualquer forma, essa semana comecei uma nova empreitada: corrida de rua! =D

Já que a malhação não tá dando muito certo, resolvi voltar a correr pelas ruas da cidade. Na verdade, esse é um hábito que eu tinha antigamente e que curtia, mas estava parado desde que troquei as ruas pelo conforto do ar-condicionado da academia.

Corrida ao ar livre é bacana porque você tá sempre mudando a vista e não precisa se prender ao mesmo local. E é algo que traz mais resultado, caso seu objetivo seja enxugar aquela pança proeminente que insiste em aparecer depois da comilança =P

Por enquanto, estou bem animado (pra variar, aquele ímpeto inicial) e espero que essa determinação dure um bocado. Caso eu enjoe, volto de novo pra academia heueheuehu...

O importante é não ficar parado!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aquele tal de Feng Shui

Essa semana eu meio que me revoltei contra minha sala no escritório e resolvi fazer algumas mudanças.

Trocar mesa pra lá, jogar armário pra cá... Só que depois de um tempo eu percebi que não dá pra mudar muita coisa, especialmente por causa das tomadas. Não adianta levar a impressora pra um canto, se não tem tomada próxima onde ligá-la, por exemplo. E isso foi um pouco frustrante hahahah.

Mas depois de me conformar com minhas limitações, resolvi, pelo menos, dar um jeito na "biblioteca" da sala (biblioteca é exagero mesmo... são apenas 2 estantes de livros LOL).

Eu tô longe de ter alguma vocação pra decorador, mas apliquei aquelas noções básicas, que a gente pega na primeira pesquisa do google: não entupir prateleira, deixando sempre um espaço; arrumar de acordo com o tamanho, coleção e até cores da capa; e por aí vai.

O resultado (não muito bem sucedido, reconheço), vocês conferem aí:



No meio dessa arrumação toda - E rindo por ter encontrado uns livros bem avulsos pro trabalho, e que não me pertencem, tipo Lya Luft e Harry Potter - Acabei lembrando daquele tal de Feng Shui.

O nome parece mais um prato que a gente pede num restaurante japonês, mas na realidade o Feng Shui é, em poucas palavras, uma antiga arte chinesa de criar ambientes harmoniosos. Basicamente, o lugar e a posição onde você coloca determinado objeto influi diretamente no clima e energia do ambiente.

A princípio, pode parecer uma arte inócua, ou um tanto viajosa, mas não deixa de ser interessante levar alguns conselhos em consideração. Até porque, não faz mal a ninguém.

No final das contas, esse ímpeto de mudar as coisas de lugar reflete um pouco minha aflição em ver as coisas sempre do mesmo jeito. Algumas coisas na vida são imprescindíveis e devem ser preservadas sempre. Mas, de vez em quando, bate aquela vontade de dar uma variada; sair da mesmice.

Nem que a variada seja apenas na disposição dos móveis =P.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Arte de Fazer Um Mixtape

Uma coisa que eu sempre curti fazer, desde pequeno, era montar meus próprios álbuns, pegando músicas de artistas diferentes e montando minha Mixtape personalizada.

Quando eu era moleque, ainda não tínhamos as vantagens de baixar música em MP3 ou jogar tudo no pen drive pra ouvir no computador ou carro. Logo, pra você ouvir música, ou você ouvia um album só ou montava sua própria fita.

Sim, eu fui do tempo da fita K7 (Cassete... ou "cacete", pros mais engraçadinhos) e me orgulho disso.

Orgulho em poder dizer que cheguei a escutar disco vinil e fita K7, e ao mesmo tempo testemunhei a popularização do cd e posteriormente das músicas em formato digital. Pra um amante da música, nada melhor que saber ter presenciado todas as fases dessa evolução musical.



Mas antes que eu desvie o assunto - pra variar - gosto de lembrar que até hoje eu mantenho esse hábito de fazer mixtapes, ainda que de forma mais "muderna".

Tudo bem que hoje em dia temos a facilidade de plugar o pen drive, iPod ou mp3/mp4/mp5/mpinsiraumnúmero player em qualquer lugar, e escutar músicas de acordo com o gênero músical, em ordem alfabética ou qualquer outro critério.

Mas, ainda assim, eu gosto de montar uns cds de vez em quando. Gosto de olhar todo o meu acervo musical (digital, porque sou "muderno" =P ) e criar tracklists que tenham alguma coerência, seja de estilo ou de repertório. Aprecio a arte de montar uma ordem de música na qual você não sente vontade de pular nenhuma faixa =D

Hoje em dia, eu comemoro a praticidade em se montar um cd. Basta ter o mp3 das músicas e um cd vazio (nem precisa ser virgem: com os cds "rewritables", você tira o cabaço do redondo várias vezes hauahauah) e pronto!

Antigamente, na minha infância, eu suava pra botar o disco na faixa certa (sem deixar a agulha arranhar o vinil) e ainda tinha a cautela de botar a fita K7 no ponto certo (pra dar um espaço bacana entre faixas, eu metia o dedo e girava a fita interna hauah).

Nesse final de domingo, aproveitei pra montar mais um cd especial, recheado apenas de músicas que eu gosto, e das quais eu jamais me atreveria a pular de faixa.

Como é pra ouvir no carro - o único lugar onde ainda faço uso de cd normal - optei por músicas mais tranquilas, que ajudam a relaxar no trânsito caótico da minha cidade (e o fato da maioria das músicas seguir uma linha romântica é um mero detalhe =P)

O mais engraçado é que, quando eu vejo o resultado final, também acabo lembrando de outro detalhe meu: sou extremamente eclético! Acabo misturando, num único cd, cantores que aparentemente não tem nada a ver um com o outro.

Apesar disso, os cds normalmente soam coerentes. E o que é melhor: não enjoam =P

Essa proeza, claro, é uma consequência natural da prática. Afinal, são anos me aperfeiçoando na arte de fazer um Mixtape =)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Acidentalmente de Propósito


Uma coisa que me aflige ultimamente é a falta de tempo pra acompanhar os seriados que costumava assistir.

Alguns eu já larguei de mão, outros eu ainda faço questão de me atualizar (Doutor House, estou olhando pra você!). Fora aqueles que eu gosto, mas estou tão atrasado que fico com preguiça de começar a rever (tenho 2 temporadas de Grey's Anatomy pra ver hauahau)

Pra ter uma noção da falta de tempo: o povo que acompanha Lost pela Globo tá mais atualizado do que eu! (e eu to me virando pra não ler nada sobre a sexta e última temporada, que começou agora nos EUA).

Mas apesar de ter um monte de série pendente pra ver, acabei arranjando espaço pra uma novata: Accidentaly On Purpose (Acidentalmente de Propósito... ou "Sem querer querendo", numa linguagem Chaves de ser).


A sitcom narra a história de uma crítica de cinema de 37 anos, que vai pra uma balada depois que o namoro vai por água abaixo, e acaba conhecendo um garotão de 22 anos. Depois de umas noites de farra e um certo descuido - aparentemente, uma camisinha não é 100% eficaz quando fica dentro da bolsa - a mulher acaba engravidando do seu "brinquedinho".

Apesar do susto, ela resolve ter a criança. E pra complicar a situação, o rapaz resolve ficar por perto e ajudá-la na situação - apesar de sua profissão como ajudante de chef de cozinha não ser lá muito promissora.

Pra ser sincero, o que chamou a minha atenção pra essa série nem foi a premissa, mas sim a protagonista, a atriz Jenna Elfman.

Macaco velho de seriados como sou, conheço ela desde a época de Dharma & Greg (série que acabou faz quase 10 anos... me sentindo velho agora) e considero ela uma ótima comediante.


De fato, como esperado, ela está incrivelmente boa no papel de Billie, a crítica de cinema grávida. O carisma e timing cômico estão na medida certa pra fazer a gente gostar da personagem logo de cara. E pra fazer rir com os diálogos mais avulsos:


Mas como nenhuma série vive só do protagonista, Accidentaly On Purpose funciona justamente por todo o elenco, que é bem carismático:

Zack, o "moleque" de 22 anos, possui uma química muito boa com a Billie, o que deixa as desventuras do casal mais interessante; Abby, a irmã certinha, se torna engraçada de tão enjoada; Olivia, a amiga desbocada, sempre rende ótimas pérolas; e James, o ex-namorado (que, por acaso, também é o chefe da Billie), comprova que envelhecer não significa necessariamente amadurecer.


Mas o meu personagem favorito, de longe, é Davis, o amigo sequelado - e maconheiro - do Zack. Tudo bem que esses personagens mais lesados se destacam naturalmente numa sitcom, mas Davis só dá certo pelo ótimo timing cômico do ator.


Aliás, o elenco dessa série é recheado de cara conhecida do mundo dos seriados... Zack é interpretado pelo Jon Foster (do extinto Life as We Know It, uma série teen que durou bem pouco, mas que eu adorava na época). E Ashley Jensen, que faz a Olivia, fazia parte do elenco de Ugly Betty.

Um outro ponto positivo da série é tratar assuntos como sexo e uso de maconha de uma forma bem despretensiosa, o que é um avanço se a gente considerar que é uma sitcom feita pra um povo tão conservador quanto os americanos.

O piloto acabou prendendo minha atenção e eu acabei aproveitando essa terça-feira gorda pra baixar e ver todos os episódios exibidos até agora. A sorte dessas sitcons é que os episódios duram em média 20 minutos, então dá pra ver uma porrada numa tacada só =D

Enfim, mais uma série pra minha lista... Só espero não me atrasar com ela da mesma forma que venho me atrasando com outras. Mas caso isso venha a ocorrer, foi "sem querer querendo" =P

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vídeos criativos: Alphabeat

Num feriado dominado por marchinhas de carnaval - mais sobre esse feriado do carnaval num futuro post - tive a grata surpresa de descobrir uma banda interessantíssima, chamada Alphabeat.

E com ela, veio a ideia de criar uma série de tópicos temáticos, destacando a criatividade em forma de vídeo.


De origem dinamarquesa, o sexteto de "cútis branca" (como diria o saudoso Caco Antíbes) já chama a atenção pela proposta: liderados por um cantor e uma cantora, o grupo tem forte influência dos anos 80 e 90, mas são bem "mudernos". E possuem clipes bem criativos, que saltam aos olhos.

Impossível escutar a banda e não lembrar da época em que você passava as tardes vendo filme no "Cinema em Casa" do SBT ou na "Sessão da Tarde" da Rede Bobo... Todas as músicas parecem retiradas daqueles filmes que marcaram a minha, a sua, a nossa infância e adolescência. =P

Mas antes que eu desvie o assunto e isso vire um tópico pra babar o ovo do grupo, voltemos a proposta inicial: vídeos criativos.

Assim como quase todo mundo que cresceu vendo MTV na década de 90 e boa parte do começo desse século, eu sou daquele tipo de pessoa que fica vidrado em vídeos bem bolados e inovadores.

Além de ser um fascínio aos olhos, eles também são um estímulo à mente - o que é sempre algo bom.


Hoje em dia, infelizmente, os cantores e bandas estão meio relapsos, e a gente conta no dedo os clipes que realmente prestam. Por isso, quando vejo algo recente e interessante, acabo atribuindo-lhe o devido valor.

Alphabeat - muito bom esse nome! - é uma banda bem criativa com seus vídeos, mas tem um em especial que salta aos meus olhos: o vídeo de What Is Happening.

O clipe possui uma produção modesta, que consiste basicamente na banda e um grupo de pessoas em um grande galpão, mas o charme do vídeo reside nas cenas em que todo mundo começa a formar palavras que estão na música, tipo essa:


Na realidade, esse tá longe de ser o primeiro vídeo do mundo a mostrar palavras sendo formadas por gente. Mas o diferencial está na execução.

Ao longo do vídeo, enquanto escutamos a banda tocar essa agradável canção, os "dançarinos" vão fazendo várias coisas diferentes, e cada palavra vai tomando uma forma e estilo diferente.

Um esforço que acaba compensando pelo resultado final: você sente vontade de ver o clipe várias e várias vezes.





Enfim, o vídeo só comprova que uma ótima ideia, quando bem executada, vale mais do que um vídeo mega produzido.

E a música é tão gostosa de se ouvir que fica quase impossível não apreciar tudo heueheu

Confiram, então, o clipe de What Is Happening... E procurem os outros vídeos da banda, que são bem legais também (destaque pra Fascination, 10.000 Nights, Boyfriend, The Spell e Hole In My Heart... ou seja, tudo deles! huahauahau)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma Homenagem ao Martin Scorsese

Estava eu me arrumando para dormir, neste último domingo, quando fui informado, via twitter, que o Martin Scorsese estava no palco do Globo de Ouro 2010 recebendo um prêmio especial pela sua filmografia.

Infelizmente, a ausência de TV a Cabo por perto me impediu de acompanhar a homenagem ao vivo. No entanto, esse pequeno obstáculo - rapidamente vencido pelo youtube, onde encontrei o vídeo minutos depois - Não impediu a minha satisfação em saber que este grande diretor de cinema estava sendo reconhecido por seu trabalho.

Como cinéfilo, eu aprecio VÁRIOS diretores diferentes, mas eu confesso ter um apreço especial pela carreira do Scorsese.

A culpa disso se encontra num especial de TV que vi ainda pirralho, na TNT, que retratava, de forma cronológica, todos os filmes que ele já havia feito. Lembro de ter ficado extasiado com as cenas destacadas no programa, além do entusiasmo dos atores e do próprio diretor em relação aos filmes mencionados.

De lá pra cá, tive a oportunidade de conferir a maioria dos filmes dele... E confesso ter gostado de todos, cada um na sua devida proporção.


Responsável por filmes como Taxi Driver, Touro Indomável, Caminhos Perigosos e, mais recentemente, Os Infiltrados, o diretor é especialista em retratar personagens complexos submersos em um mundo quase sempre obscuro.

Além disso, ele é craque em retratar personagens mafiosos, como já evidenciado em Os Bons Companheiros (meu filme favorito dele!) e Cassino (o primeiro filme que eu vi dele!).

Mas ele também se aventura em outras ambientações e manda muito bem, como já comprovado em películas como O Rei da Comédia (sobre um aspirante a comediante), Cabo do Medo (suspense situado numa pacata cidade americana), A Época da Inocência (romance de época) e O Aviador (biografia do milionário Howard Hughes).


Com uma filmografia rica, o prêmio recebido no Globo de Ouro deste ano foi mais do que merecido. Aliás, a premiação foi mais do que justa em fazer os atores Robert De Niro e Leonardo DiCaprio entregarem o troféu:

O primeiro é o eterno protagonista do Scorsese, já tendo feito 9 filmes com o diretor (a maioria como personagem central). Já Leonardo DiCaprio é o atual queridinho, iniciando a parceria com Scorsese em Gangues de Nova York e chegando até Shutter Island, um suspense psicológico programado pra estrear agora em 2010 (são 4 filmes juntos, no total).

De Niro é eternamente grato ao diretor, que o ajudou a se consolidar como um dos grandes atores de sua geração. Já DiCaprio colou no Scorsese e conseguiu evoluir de galã de cinema para um verdadeiro ator, graças aos convívio e acúmulo de experiências com o diretor.


Com um jeito bem peculiar de falar e com umas sobrancelhas que parecem ter vida própria, Scorsese, além de ótimo diretor, possui uma personalidade bem marcante, que acaba cativando... Não foi à toa que ele até já serviu como base pra um personagem de O Espanta Tubarões, filme do qual participou da dublagem...


Mas independente de sua persona, Scorsese virou uma lenda no cinema graças aos seus filmes mesmo.

Alguns dizem que Scorsese não faz filme pro grande público, que ele não pensa naquele telespectador do povão que precisa de tudo mastigado. Essa afirmação está parcialmente errada.

De fato, ele quase nunca faz "filme de Hollywood" (aquela típica história onde você nem precisa se dar ao trabalho de pensar muito). Mas ele também não é de fazer filmes "intelectualóides", visando agradar unicamente um grupo seleto; ele dirige filmes acreditando que o telespectador terá condições de compreender a história, independente do grau de complexidade.

Pra mim, ele está é certo em não subestimar seu público. Até quando faz filmes mais populares - como Os Infiltrados e Cabo do Medo - ele trata os telespectadores com respeito, acreditando que eles terão inteligência o suficiente pra compreender a película.

E é aí que reside o meu encanto pelo trabalho do Scorsese: ele é um diretor notoriamente apaixonado por cinema, que faz seus filmes com gosto e sempre confiando na inteligência de seu público.

Um diretor a ser admirado...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Primeiro Aniversário do Blog!


E como o tempo voa...

Há exato 1 ano, estava eu em casa, sem nada melhor pra fazer, quando tive uma súbita ideia: criar um blog!

Na época, eu não sabia bem pra que eu iria conceber um blog... Mas o tempo vago e a vontade de se ocupar com algo falou mais alto, e lá fui eu começar a lapidar o que se tornaria hoje o Dispensa a Gravata.

Lembro até hoje a dúvida sobre qual nome dar a essa página... Não lembro exatamente como cheguei até a ideia final, mas ainda me recordo das horas em que fiquei pesquisando no google várias imagens de gravatas, até chegar às que aqui se encontram (aliás, só agora percebi que o blog tá com o mesmo template desde o início... talvez esteja na hora de um update hehehe).



Sinto um certo orgulho de ter criado isso tudo sozinho, ainda mais considerando que eu sou um zero a esquerda em termos de fazer background... Inclusive, até hoje não sei como fiz esse, que apesar de simples, acho bem simpático =D

Esse primeiro ano poderia ter sido melhor em termos de quantidade de posts - por vários momentos isso aqui ficou meio abandonado - mas acredito que a qualidade prevalece sobre a quantidade =)

Muito embora eu tenha criado isso aqui pra falar de qualquer assunto, acabei direcionando o blog pra falar de música (e um pouco - bem pouco - de cinema). Talvez tenha sido por falta de assunto, talvez tenha sido pelo fato da música, como um todo, ser algo muito importante na minha vida (não sei se consigo passar um dia sem ouvir pelo menos uma mísera canção).

Mas o fato é que esse blog não é pra defender ideologias, tampouco serve pra que eu me realize como pseudo-jornalista ou intelectual virtual.

Já gasto muitos neurônios no meu dia-a-dia, então prefiro utilizar esse blog como uma válvula de escape; um lugar pra falar de coisas amenas - até banais - mas que me interessam e permeiam a minha mente por determinado tempo.


Como o próprio nome do blog sugere, aqui é um lugar pra esquecer formalidades e coisas sérias, primando sempre pelos assuntos leves e descontraídos (e música, muita música hahaha).

Enfim, esse foi mais ou menos o perfil do blog nesse primeiro ano. Vamos ver como as coisas se desenrolam pelos próximos 12 meses =)

FELIZ ANIVERSÁRIO, BLOG!! \o/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus, 2009!

Ensaiei várias retrospectivas pra postar aqui no blog...

Mas depois de cada texto ser abandonado antes mesmo de chegar na metade, resolvi mudar a abordagem e resumir o ano em poucas linhas:

2009 foi um ano melhor do que eu poderia ter esperado... Acredito que evolui como pessoa, e ainda consegui algumas realizações no campo profissional.

Família passou por grandes transformações no começo do ano, mas foram mudanças que só vieram a acrescentar coisas positivas... Sabe aquela velha história do "pra cada porta que se fecha, uma janela se abre"? Então...

No campo da amizade, tive a sorte de fazer novos grandes amigos ao longo do ano, e espero preservar tais amizades ao longo de 2010 - e nos anos seguintes (da mesma forma como venho cultivando aquelas amizades mais antigas).

Já na vida afetiva, ainda faltou encontrar a tampa da minha panela heueheu... Mas não posso dizer que foi um ano perdido, até porque é necessário esbarrar com muita gente até encontrar a pessoa certa =)

Bom, poderia ficar escrevendo mais coisas, mas aí eu estaria fugindo da minha proposta de "curto e grosso" hauahauahau

Portanto, pra finalizar o último post do ano, desejo a todos um ótimo reveillon e que 2010 seja um ano infinitamente mais interessante e produtivo que este que está por terminar...

No ano que vem eu volto! (e sim, isso é uma ameaça!! hauahauha)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E lá vem o Natal!


Trânsito caótico em direção ao shopping; lojas extremamente lotadas; Prédios terrivelmente enfeitados... Isso só pode ser sinal de uma coisa: Tá chegando o natal em Belém!! (Belém do Pará, frise-se).

Mês de dezembro é uma época marcada pelos excessos: excesso de consumismo, excesso de gula (como evitar as confraternizações??), excesso de gentilezas (precisa esperar o final do ano pra finalmente ser simpático??), excesso de músicas natalinas batidas ("Então é Natal" da Simone que o diga)...

Mas mesmo com tanta confusão pra comprar presente, tanto amigo secreto onde você ganha uma lembrança fuleira, tanta simpatia com data e prazo de validade, e tanta poluição visual na decoração natalina - no caso da minha cidade, a poluição não é pelo excesso e sim pelo mau gosto mesmo - eu confesso que GOSTO do natal.

Apesar de ser uma data comemorativa totalmente desvirtuada - não ficarei surpreso se alguma criança achar que dia 25 é aniversário do Papai Noel e não do grande J.C. - ainda acho legal aquele clima de pensamento positivo e confraternização (principalmente quando ele é sincero e vem de pessoas queridas).

Pra não deixar o natal passar em branco nesse blog, deixo vocês com uma música natalina clássica, em versão acoustic rockstyle =D



No mais, desejo a todos uma boa ceia com a família... E uma boa farra pós-ceia com os amigos =D

Ah, e não esqueçam de botar a musiquinha da Simone pra tocar... Por mais enjoada que seja, o natal não parece natal sem ela hauhauahau =P