domingo, 15 de agosto de 2010

Grandes Expectativas

Pra quem curte música e novidade, o segundo semestre é o mais prolífico do ano.

É a época que a maioria deixa pra lançar trabalho novo, pra coincidir com a época de festas e, consequentemente, época em que as pessoas compram cd pra dar de presente (sim, ainda existem pessoas que cultivam esse hábito =P)

Assim como no cinema, grandes lançamentos são guardados pro finalzinho do ano, e tem vários álbuns previstos pra novembro/dezembro que eu estou querendo ouvir desde já.

Mas como até lá tem muita estrada, minha atenção se volta pras estréias mais próximas... Ainda estamos em agosto, mas vários lançamentos grandes já estão quase saindo do forno. E alguns já chamam a minha atenção:

MAROON 5 - HANDS ALL OVER (ÁLBUM)



Maroon 5 é uma das minhas bandas favoritas. E eu sofro por eles levarem uma eternidade pra lançar trabalho novo.

Felizmente, "Hands All Over", o terceiro álbum da banda, está bem perto de ser lançado: em meados de setembro, já vai estar disponível mundo afora.

Pelo som do primeiro single (Misery) e por outras canções que eles já tocaram ao vivo, o álbum terá a essência do grupo, o que me conforta bastante. Afinal, em time que tá vencendo, não se mexe =)



A segunda música de trabalho será "Give a Little More", que ficou incrivelmente f*da ao vivo. Espero que na versão em estúdio seja tão boa quanto.


THE SCRIPT - SCIENCE & FAITH (ÁLBUM)



The Script é uma banda que foi crescendo aos poucos no meu gosto. Mas hoje em dia ela já tomou um lugar cativo na minha playlist.

Conterrâneos do U2, esse grupo irlandês conquistou seu espaço com músicas como "Breakeven" e "The Man Who Can't Be Moved" e fizeram muito sucesso lá fora com o primeiro álbum homônimo.

Logo, as expectativas estão altas pro segundo álbum, chamado "Science & Faith". Mas a julgar pelo primeiro single, "For The First Time", eles prometem não decepcionar.



Um trecho do clipe, que sai em breve...


BRUNO MARS - GYPSY LOVE (ÁLBUM)



Bruno Mars é, sem dúvidas, uma das melhores revelações de 2010.

Ele surgiu de mansinho, fazendo participação nas músicas dos outros. Mas sua voz ficou famosa ao entoar os refrões de "Nothin' On you" (em parceria ao rapper B.O.B) e "Billionaire" (ao lado do Travie McCoy), duas músicas que estão bombando esse ano.

Bruno está com álbum solo previsto ainda pra 2010, chamado "Gypsy Love". Infelizmente, ainda não há previsão certa de lançamento, mas pelo menos já dá pra curtir a primeira música de trabalho:



"Just The Way You Are" já tá fazendo barulho lá nos EUA. Torcer pra que ele consiga andar com seus próprios pés e alavanque a carreira solo.

OLLY MURS - PLEASE DON'T LET ME GO (SINGLE)



Esse cara é um novato que ainda vai cair na prova do gosto popular. Sua primeira música de trabalho, "Please Don't Let Me go", vai ser lançada final de agosto no Reino Unido. E o primeiro álbum, ainda sem nome, daqui a alguns meses.

Mas ele conta com um ponto a seu favor: ganhou notoriedade ao participar do X-Factor, programa inglês equivalente ao Ídolos da Record. A diferença é que lá os artistas que saem desses programas acabam fazendo sucesso =P

Essa música é tão gostosa de ouvir, que eu torço pra ela fazer sucesso... nem que o Olly vire mais um One Hit Wonder hehehe



E que venham mais lançamentos e coisas boas de ouvir!

domingo, 18 de abril de 2010

Anos 90


Ultimamente, eu venho sofrendo de uma certa nostalgia pelos anos 90. Relembro com carinho alguns momentos de escola, sinto saudades dos desenhos e programas de TV que eu acompanhava, tenho vergonha alheia pelas roupas que usava... Enfim, um verdadeiro saudosismo.

Todo mundo costuma falar isso sobre a época em que viveu - especialmente a época de juventude e aborrescência -, mas os anos 90 foram, de fato, uma ótima época pra se ter vivido. Especialmente no quesito música.

Não querendo desmerecer o atual cenário musical, que continua trazendo coisas interessantes, mas a década de 90 foi bem prolífica no quesito qualidade e novidade nas músicas. Foi uma época em que ainda se tentava inovar e criar novos gêneros, ao invés da tendência atual de beber da fonte do passado e misturar estilos já existentes.

Com essa nostalgia em mente, acabei desenterrando muita música daquela época. E de tanto relembrar o passado, finalmente aconteceu: fiz meu primeiro mixtape flashback dos anos 90! =D

Meu hábito de (ainda) fazer mixtape não é novidade alguma pra quem passa por esse blog. Mas, pela primeira vez, resolvi compartilhar o tracklist da minha coletânea.

Uma boa forma de resgatar o passado e reativar na memória alheia alguns clássicos adormecidos...

MIXTAPE ANOS 90


* PARA OUVIR A MÚSICA E ASSISTIR AOS CLIPES, BASTA CLICAR NO NOME DE CADA MÚSICA, QUE UMA NOVA JANELA SE ABRE *

1 - New Radicals - You Get What You Give

De radicais eles não tinham nada (o radicalismo da banda consistia em fazer bagunça no shopping hahahaha), mas essa música é um clássico! O New Radicals surgiu do nada e explodiu com essa canção. Mas quando iam lançar o segundo single, o vocalista sofreu de frescurite aguda e encerrou o grupo, alegando que não tinha saco pra fama.

2 - Semisonic - Closing Time

Essa música estava adormecida no meu hipocampo, até que eu voltei a ouvi-la num programa de rádio, pouco tempo atrás. Desde então, venho escutando Closing Time direto. Um grande sucesso na época e acredito que seja o maior hit da banda (que também teve o hit Secret Smile).

3 - Foo Fighters - Learn To Fly

Falar de rock nos anos 90 e não mencionar Dave Grohl é quase um sacrilégio. Além de ter sido membro do Nirvana, que dispensa apresentações, também fundou os Foo Fighters, que fazem sucesso até hoje. Complicado escolher só uma da banda, mas optei por Learn To Fly, que é bem radiofônica e agrada todo mundo =)


4 - Aerosmith - Pink

Escolher apenas uma do Aerosmith foi complicadíssimo. A banda possui grandes hits, como Crazy, Cryin', I Don't Want To Miss a Thing... Mas acabei evitando as baladas e optei por Pink, que é mais animada e combina com o resto dessa compilação. Lembro que a música tocou MUITO por aqui, e o clipe até hoje é divertido de ver. E a gaita do início já vale por toda a música.

5 - Meredith Brooks - Bitch

Pra dar uma variada e colocar um vocal feminino na lista, nada melhor que pegar uma cantora bem resolvida, que não teve problema em se auto-titular como "vadia" heheh. Na verdade, a música não tem nada de depreciativo; fala sobre as várias facetas de uma mulher, de uma forma bem honesta. Tocou bastante na época e envelheceu muito bem (a música e a cantora rs).


6 - Alanis Morissette - You Oughta Know

Apesar da Alanis ter vários clássicos nos anos 90, não tive dúvida em optar por You Oughta Know. A música deu origem a um gênero da época - o das cantoras com atitude e/ou pagando de revoltadas. Enquanto muitas cantoras falavam sobre sofrimento com o término de relacionamento, Alanis mandava o ex praquele lugar. Marcou e criou tendência.


7 - Bryan Adams - The Only Thing That Looks Good On Me Is You

O Bryan Adams provavelmente é mais lembrado por suas baladas, mas essa canção é muito bacana! Um pop/rock com leve influência country, a música fez bastante sucesso pela Europa e o clipe rodou muito na MTV. Fiquei feliz em dar um jeito de enfiar o Bryan na lista, sem quebrar a sonoridade "pra cima" da coletânea =P

8 - Sheryl Crow - All I Wanna Do

Essa é uma das músicas mais cool da Sheryl e uma das suas assinaturas. Existe algo melhor do que uma música que diz "tudo o que quero fazer é me divertir um pouco... e eu acredito que não sou o único(a)"?

9 - Sublime - What I Got

Alguém se lembra deles? heheheh. Autores de clássicos como What I Got e Santeria, o grupo foi um bom representante do movimento ska que teve na década. O grupo só não foi pra frente porque o vocalista morreu de overdose logo no começo do sucesso da banda, provocando seu fim. Coisas da vida...

10 - Sugar Ray - Every Morning

Sugar Ray bebia um pouco da fonte do ska, mas tinha uma sonoridade mais pop, como essa música comprova. A banda fez bastante sucesso e eu tinha um certo desprezo pelo vocalista, que era bem metidão e se achava. Mas a banda tem músicas bem agradáveis e isso que importa, no final das contas.


11 - Smash Mouth - All Star

All Star é tão clássica que meu chefe tinha ela como toque de celular até ano passado (quando ele trocou por I Gotta Feeling hauahaua). Smash Mouth era uma banda bem divertida, com músicas sempre animadas e clipes engraçados. Outra bem bacana deles é Walking on The Sun.

12 - Fastball - The Way

Essa música é uma verdadeira pérola! Tinha esquecido completamente da sua existência, mas fiquei muito feliz de ter me reencontrado com ela heheeheh. Lembro que fez bastante sucesso na sua época e o clipe é bem "bacanudo". Esse é o tipo de música que vale a pena retirar do baú =)

13 - Sixpence None The Richer - Kiss Me

Grande clássico, foi tema de 9 entre cada 10 casais apaixonados hehehe. Essa música tocava em todo canto, seja em filmes adolescentes ou seriados tipo Dawson's Creek. Canção extremamente agradável e que não enjoa nunca. E o clipe tinha umas 325 versões diferentes (mas todas mostravam o grupo no banquinho da praça hahah)


14 - The Cardigans - Lovefool

Essa banda sueca tem ótimas músicas voltadas pro rock (My Favourite Mistake é clássica!), mas não teve jeito: o maior sucesso incontestável do grupo foi o single mais pop de todos. Lovefool tocava em tudo quanto é canto, e até foi recentemente sampleada numa música pelo Justin Bieber (atual queridinho das adolescentes). A original é infinitamente melhor, óbvio.

15 - Jamiroquai - Virtual Insanity

Eu adorava tudo o que dizia respeito ao Jamiroquai. Desde as músicas, até o estilo malucão do vocalista, que sempre usava algo esdrúxulo na cabeça e tinha um jeito engraçado de dançar. Fora os clipes, que eram sempre legais de ver. Em especial o de Virtual Insanity, cheio de truques de câmera que impressionam até hoje.


16 - The Wallflowers - One Headlight

Grande banda dos anos 90, o vocalista, Jakob Dylan, era filho de ninguém menos que Bob Dylan. O grupo tem canções que eu ouço sempre, como 6th Avenue Heartache e o cover de Heroes (do David Bowie). Mas acredito que One Headlight seja a mais famosa deles, além de ter vencido um Grammy na categoria melhor canção rock.

17 - Blind Melon - No Rain

Quem não lembra da garotinha fantasiada de abelha no clipe dessa música?? heheehe. A banda sumiu do mapa em pouco tempo, mas eles ainda conseguiram emplacar esse clássico, que vez ou outra aparece em trilha de seriados ou filmes.


18 - Counting Crows - Mr. Jones

Essa música tocou tanto, mas TANTO, que eu passei anos sem ouvi-la, não suportando-a mais. Porém, o tempo passa e com ele vai a saturação. Hoje em dia, já consigo ouvir a música tranquilamente. E ela é, incontestavelmente, um dos grandes hinos da década de 90.

19 - Oasis - Don't Look Back In Anger

Um mixtape sobre anos 90 e eu deixaria o Oasis de fora? Mas nunca! Deixei a banda justamente pra encerrar a coletânea com chave de ouro. Foi meio complicado decidir qual usar, mas Don't Look Back In Anger me traz boas lembranças da minha pré-adolescência. Até hoje lembro da galera do colégio cantando essa música em um grande coro. Marcou demais!

sábado, 20 de março de 2010

Reinventando Músicas


Acredito que meu amor à música não é nenhuma novidade para quem circula por esse blog. Um levantamento rápido do meu histórico mostra que 70% do que escrevi aqui foi relacionado a álbuns, canções avulsas, ou sobre um artista/banda em específico.

Olhando mais a fundo, até relembrei de uma tentativa #fail de fazer uma coluna destacando versões diferentes pra uma mesma música (depois da primeira matéria, não escrevi mais nada a respeito hauahauah).

Eis que hoje, pesquisando covers de músicas que eu simpatizo, acabei me deparando com verdadeiras pérolas (no bom sentido), as quais resolvi compartilhar aqui.

Eu gosto de ver artista cantando coisa de outro artista, especialmente quando vira algo inusitado - Como, por exemplo, cantora diva cantando algo de banda de rock, ou uma música bem dançante sendo transformada num ótimo acústico.

Mas o mais legal mesmo é quando alguém toma a iniciativa de reinventar completamente uma canção conhecida, ao ponto de até gerar dúvida se é cover ou algo novo mesmo.

Ficam aí dois exemplos (se encontrar outros, vou acrescentando aqui):

1 - Ayo Technology (originalmente do 50 Cent)

Se alguém conhece ou já ouviu falar do 50 Cent, deve saber que ele é um rapper com músicas de gosto questionável, quase sempre de cunho bem sexual (o tema é bom, mas a vulgaridade compromete um pouco a credibilidade).

Ayo Technology é uma parceria do cara com os badalados Justin Timberlake e o produtor Timbaland. A música, em resumo, é um hip hop com os versos declamados de forma acelerada pelo "Cinquentinha", acompanhado de um refrão grudento entoado pelo Timberlake.

Eis que encontro, por acaso, a versão de um cantor chamado Milow pra essa mesma música!

Na realidade, essa versão não é nenhuma novidade, pois já bombou pela Europa no ano passado. Mas o cover é digno de ser relembrado, até pelo brilhantismo da transformação que a música sofreu.

Em poucas palavras, Ayo Technology passou de hip hop meio chulo para uma música pop/acústica de um curioso bom gosto, apesar da letra "safadjeenha" =D



Enquanto eu só consigo ouvir a versão do 50 Cent ocasionalmente (só o refrão que é bacana, realmente), essa reinvenção do Milow eu deixo no repeat à vontade, sem medo de enjoar. =D

2 - Telephone (originalmente da Lady GaGa)

Se o exemplo anterior pode parecer "datado" pra alguns, esse aqui é novinho em folha.

Pegando carona no atual sucesso da cantora e bizarra de plantão Lady GaGa, uma dupla chamada Pomplamoose reinventou Telephone, uma música feita para as pistas de dança que, nas mãos do dueto, virou uma canção indie rock bem maneira.




Vendo/Ouvindo a criatividade fluir assim, eu acabo por chegar a esta conclusão: Fazer cover de canção famosa é fácil. Dificil mesmo é desconstruí-la e reinventá-la.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Correr, Correr, Correr

No meio da correria da semana, confesso que tenho uma certa preguiça em fazer alguma atividade física durante a noite.

Já tentei fazer academia após o trabalho, mas tão logo acabo perdendo o embalo e começo a faltar. Às vezes pelo cansaço do dia que só me faz querer o aconchego de casa, outras vezes por pura falta de disciplina (não é a toa que chamam a musculação de "treino").

Também já me arrisquei a frequentar a academia de manhã cedo, mas depois do pique da novidade, o sono e aqueles "5 minutinhos adicionais" na cama (que sempre viram 50 minutos) acabaram por falar mais alto.

O fato é: Eu sinto vontade de me exercitar, tenho meus rompantes de "a partir de hoje vou malhar feito condenado", mas às vezes falta-me o estímulo certo pra dar continuidade à boa vontade inicial.

De qualquer forma, essa semana comecei uma nova empreitada: corrida de rua! =D

Já que a malhação não tá dando muito certo, resolvi voltar a correr pelas ruas da cidade. Na verdade, esse é um hábito que eu tinha antigamente e que curtia, mas estava parado desde que troquei as ruas pelo conforto do ar-condicionado da academia.

Corrida ao ar livre é bacana porque você tá sempre mudando a vista e não precisa se prender ao mesmo local. E é algo que traz mais resultado, caso seu objetivo seja enxugar aquela pança proeminente que insiste em aparecer depois da comilança =P

Por enquanto, estou bem animado (pra variar, aquele ímpeto inicial) e espero que essa determinação dure um bocado. Caso eu enjoe, volto de novo pra academia heueheuehu...

O importante é não ficar parado!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Aquele tal de Feng Shui

Essa semana eu meio que me revoltei contra minha sala no escritório e resolvi fazer algumas mudanças.

Trocar mesa pra lá, jogar armário pra cá... Só que depois de um tempo eu percebi que não dá pra mudar muita coisa, especialmente por causa das tomadas. Não adianta levar a impressora pra um canto, se não tem tomada próxima onde ligá-la, por exemplo. E isso foi um pouco frustrante hahahah.

Mas depois de me conformar com minhas limitações, resolvi, pelo menos, dar um jeito na "biblioteca" da sala (biblioteca é exagero mesmo... são apenas 2 estantes de livros LOL).

Eu tô longe de ter alguma vocação pra decorador, mas apliquei aquelas noções básicas, que a gente pega na primeira pesquisa do google: não entupir prateleira, deixando sempre um espaço; arrumar de acordo com o tamanho, coleção e até cores da capa; e por aí vai.

O resultado (não muito bem sucedido, reconheço), vocês conferem aí:



No meio dessa arrumação toda - E rindo por ter encontrado uns livros bem avulsos pro trabalho, e que não me pertencem, tipo Lya Luft e Harry Potter - Acabei lembrando daquele tal de Feng Shui.

O nome parece mais um prato que a gente pede num restaurante japonês, mas na realidade o Feng Shui é, em poucas palavras, uma antiga arte chinesa de criar ambientes harmoniosos. Basicamente, o lugar e a posição onde você coloca determinado objeto influi diretamente no clima e energia do ambiente.

A princípio, pode parecer uma arte inócua, ou um tanto viajosa, mas não deixa de ser interessante levar alguns conselhos em consideração. Até porque, não faz mal a ninguém.

No final das contas, esse ímpeto de mudar as coisas de lugar reflete um pouco minha aflição em ver as coisas sempre do mesmo jeito. Algumas coisas na vida são imprescindíveis e devem ser preservadas sempre. Mas, de vez em quando, bate aquela vontade de dar uma variada; sair da mesmice.

Nem que a variada seja apenas na disposição dos móveis =P.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Arte de Fazer Um Mixtape

Uma coisa que eu sempre curti fazer, desde pequeno, era montar meus próprios álbuns, pegando músicas de artistas diferentes e montando minha Mixtape personalizada.

Quando eu era moleque, ainda não tínhamos as vantagens de baixar música em MP3 ou jogar tudo no pen drive pra ouvir no computador ou carro. Logo, pra você ouvir música, ou você ouvia um album só ou montava sua própria fita.

Sim, eu fui do tempo da fita K7 (Cassete... ou "cacete", pros mais engraçadinhos) e me orgulho disso.

Orgulho em poder dizer que cheguei a escutar disco vinil e fita K7, e ao mesmo tempo testemunhei a popularização do cd e posteriormente das músicas em formato digital. Pra um amante da música, nada melhor que saber ter presenciado todas as fases dessa evolução musical.



Mas antes que eu desvie o assunto - pra variar - gosto de lembrar que até hoje eu mantenho esse hábito de fazer mixtapes, ainda que de forma mais "muderna".

Tudo bem que hoje em dia temos a facilidade de plugar o pen drive, iPod ou mp3/mp4/mp5/mpinsiraumnúmero player em qualquer lugar, e escutar músicas de acordo com o gênero músical, em ordem alfabética ou qualquer outro critério.

Mas, ainda assim, eu gosto de montar uns cds de vez em quando. Gosto de olhar todo o meu acervo musical (digital, porque sou "muderno" =P ) e criar tracklists que tenham alguma coerência, seja de estilo ou de repertório. Aprecio a arte de montar uma ordem de música na qual você não sente vontade de pular nenhuma faixa =D

Hoje em dia, eu comemoro a praticidade em se montar um cd. Basta ter o mp3 das músicas e um cd vazio (nem precisa ser virgem: com os cds "rewritables", você tira o cabaço do redondo várias vezes hauahauah) e pronto!

Antigamente, na minha infância, eu suava pra botar o disco na faixa certa (sem deixar a agulha arranhar o vinil) e ainda tinha a cautela de botar a fita K7 no ponto certo (pra dar um espaço bacana entre faixas, eu metia o dedo e girava a fita interna hauah).

Nesse final de domingo, aproveitei pra montar mais um cd especial, recheado apenas de músicas que eu gosto, e das quais eu jamais me atreveria a pular de faixa.

Como é pra ouvir no carro - o único lugar onde ainda faço uso de cd normal - optei por músicas mais tranquilas, que ajudam a relaxar no trânsito caótico da minha cidade (e o fato da maioria das músicas seguir uma linha romântica é um mero detalhe =P)

O mais engraçado é que, quando eu vejo o resultado final, também acabo lembrando de outro detalhe meu: sou extremamente eclético! Acabo misturando, num único cd, cantores que aparentemente não tem nada a ver um com o outro.

Apesar disso, os cds normalmente soam coerentes. E o que é melhor: não enjoam =P

Essa proeza, claro, é uma consequência natural da prática. Afinal, são anos me aperfeiçoando na arte de fazer um Mixtape =)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Acidentalmente de Propósito


Uma coisa que me aflige ultimamente é a falta de tempo pra acompanhar os seriados que costumava assistir.

Alguns eu já larguei de mão, outros eu ainda faço questão de me atualizar (Doutor House, estou olhando pra você!). Fora aqueles que eu gosto, mas estou tão atrasado que fico com preguiça de começar a rever (tenho 2 temporadas de Grey's Anatomy pra ver hauahau)

Pra ter uma noção da falta de tempo: o povo que acompanha Lost pela Globo tá mais atualizado do que eu! (e eu to me virando pra não ler nada sobre a sexta e última temporada, que começou agora nos EUA).

Mas apesar de ter um monte de série pendente pra ver, acabei arranjando espaço pra uma novata: Accidentaly On Purpose (Acidentalmente de Propósito... ou "Sem querer querendo", numa linguagem Chaves de ser).


A sitcom narra a história de uma crítica de cinema de 37 anos, que vai pra uma balada depois que o namoro vai por água abaixo, e acaba conhecendo um garotão de 22 anos. Depois de umas noites de farra e um certo descuido - aparentemente, uma camisinha não é 100% eficaz quando fica dentro da bolsa - a mulher acaba engravidando do seu "brinquedinho".

Apesar do susto, ela resolve ter a criança. E pra complicar a situação, o rapaz resolve ficar por perto e ajudá-la na situação - apesar de sua profissão como ajudante de chef de cozinha não ser lá muito promissora.

Pra ser sincero, o que chamou a minha atenção pra essa série nem foi a premissa, mas sim a protagonista, a atriz Jenna Elfman.

Macaco velho de seriados como sou, conheço ela desde a época de Dharma & Greg (série que acabou faz quase 10 anos... me sentindo velho agora) e considero ela uma ótima comediante.


De fato, como esperado, ela está incrivelmente boa no papel de Billie, a crítica de cinema grávida. O carisma e timing cômico estão na medida certa pra fazer a gente gostar da personagem logo de cara. E pra fazer rir com os diálogos mais avulsos:


Mas como nenhuma série vive só do protagonista, Accidentaly On Purpose funciona justamente por todo o elenco, que é bem carismático:

Zack, o "moleque" de 22 anos, possui uma química muito boa com a Billie, o que deixa as desventuras do casal mais interessante; Abby, a irmã certinha, se torna engraçada de tão enjoada; Olivia, a amiga desbocada, sempre rende ótimas pérolas; e James, o ex-namorado (que, por acaso, também é o chefe da Billie), comprova que envelhecer não significa necessariamente amadurecer.


Mas o meu personagem favorito, de longe, é Davis, o amigo sequelado - e maconheiro - do Zack. Tudo bem que esses personagens mais lesados se destacam naturalmente numa sitcom, mas Davis só dá certo pelo ótimo timing cômico do ator.


Aliás, o elenco dessa série é recheado de cara conhecida do mundo dos seriados... Zack é interpretado pelo Jon Foster (do extinto Life as We Know It, uma série teen que durou bem pouco, mas que eu adorava na época). E Ashley Jensen, que faz a Olivia, fazia parte do elenco de Ugly Betty.

Um outro ponto positivo da série é tratar assuntos como sexo e uso de maconha de uma forma bem despretensiosa, o que é um avanço se a gente considerar que é uma sitcom feita pra um povo tão conservador quanto os americanos.

O piloto acabou prendendo minha atenção e eu acabei aproveitando essa terça-feira gorda pra baixar e ver todos os episódios exibidos até agora. A sorte dessas sitcons é que os episódios duram em média 20 minutos, então dá pra ver uma porrada numa tacada só =D

Enfim, mais uma série pra minha lista... Só espero não me atrasar com ela da mesma forma que venho me atrasando com outras. Mas caso isso venha a ocorrer, foi "sem querer querendo" =P

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vídeos criativos: Alphabeat

Num feriado dominado por marchinhas de carnaval - mais sobre esse feriado do carnaval num futuro post - tive a grata surpresa de descobrir uma banda interessantíssima, chamada Alphabeat.

E com ela, veio a ideia de criar uma série de tópicos temáticos, destacando a criatividade em forma de vídeo.


De origem dinamarquesa, o sexteto de "cútis branca" (como diria o saudoso Caco Antíbes) já chama a atenção pela proposta: liderados por um cantor e uma cantora, o grupo tem forte influência dos anos 80 e 90, mas são bem "mudernos". E possuem clipes bem criativos, que saltam aos olhos.

Impossível escutar a banda e não lembrar da época em que você passava as tardes vendo filme no "Cinema em Casa" do SBT ou na "Sessão da Tarde" da Rede Bobo... Todas as músicas parecem retiradas daqueles filmes que marcaram a minha, a sua, a nossa infância e adolescência. =P

Mas antes que eu desvie o assunto e isso vire um tópico pra babar o ovo do grupo, voltemos a proposta inicial: vídeos criativos.

Assim como quase todo mundo que cresceu vendo MTV na década de 90 e boa parte do começo desse século, eu sou daquele tipo de pessoa que fica vidrado em vídeos bem bolados e inovadores.

Além de ser um fascínio aos olhos, eles também são um estímulo à mente - o que é sempre algo bom.


Hoje em dia, infelizmente, os cantores e bandas estão meio relapsos, e a gente conta no dedo os clipes que realmente prestam. Por isso, quando vejo algo recente e interessante, acabo atribuindo-lhe o devido valor.

Alphabeat - muito bom esse nome! - é uma banda bem criativa com seus vídeos, mas tem um em especial que salta aos meus olhos: o vídeo de What Is Happening.

O clipe possui uma produção modesta, que consiste basicamente na banda e um grupo de pessoas em um grande galpão, mas o charme do vídeo reside nas cenas em que todo mundo começa a formar palavras que estão na música, tipo essa:


Na realidade, esse tá longe de ser o primeiro vídeo do mundo a mostrar palavras sendo formadas por gente. Mas o diferencial está na execução.

Ao longo do vídeo, enquanto escutamos a banda tocar essa agradável canção, os "dançarinos" vão fazendo várias coisas diferentes, e cada palavra vai tomando uma forma e estilo diferente.

Um esforço que acaba compensando pelo resultado final: você sente vontade de ver o clipe várias e várias vezes.





Enfim, o vídeo só comprova que uma ótima ideia, quando bem executada, vale mais do que um vídeo mega produzido.

E a música é tão gostosa de se ouvir que fica quase impossível não apreciar tudo heueheu

Confiram, então, o clipe de What Is Happening... E procurem os outros vídeos da banda, que são bem legais também (destaque pra Fascination, 10.000 Nights, Boyfriend, The Spell e Hole In My Heart... ou seja, tudo deles! huahauahau)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma Homenagem ao Martin Scorsese

Estava eu me arrumando para dormir, neste último domingo, quando fui informado, via twitter, que o Martin Scorsese estava no palco do Globo de Ouro 2010 recebendo um prêmio especial pela sua filmografia.

Infelizmente, a ausência de TV a Cabo por perto me impediu de acompanhar a homenagem ao vivo. No entanto, esse pequeno obstáculo - rapidamente vencido pelo youtube, onde encontrei o vídeo minutos depois - Não impediu a minha satisfação em saber que este grande diretor de cinema estava sendo reconhecido por seu trabalho.

Como cinéfilo, eu aprecio VÁRIOS diretores diferentes, mas eu confesso ter um apreço especial pela carreira do Scorsese.

A culpa disso se encontra num especial de TV que vi ainda pirralho, na TNT, que retratava, de forma cronológica, todos os filmes que ele já havia feito. Lembro de ter ficado extasiado com as cenas destacadas no programa, além do entusiasmo dos atores e do próprio diretor em relação aos filmes mencionados.

De lá pra cá, tive a oportunidade de conferir a maioria dos filmes dele... E confesso ter gostado de todos, cada um na sua devida proporção.


Responsável por filmes como Taxi Driver, Touro Indomável, Caminhos Perigosos e, mais recentemente, Os Infiltrados, o diretor é especialista em retratar personagens complexos submersos em um mundo quase sempre obscuro.

Além disso, ele é craque em retratar personagens mafiosos, como já evidenciado em Os Bons Companheiros (meu filme favorito dele!) e Cassino (o primeiro filme que eu vi dele!).

Mas ele também se aventura em outras ambientações e manda muito bem, como já comprovado em películas como O Rei da Comédia (sobre um aspirante a comediante), Cabo do Medo (suspense situado numa pacata cidade americana), A Época da Inocência (romance de época) e O Aviador (biografia do milionário Howard Hughes).


Com uma filmografia rica, o prêmio recebido no Globo de Ouro deste ano foi mais do que merecido. Aliás, a premiação foi mais do que justa em fazer os atores Robert De Niro e Leonardo DiCaprio entregarem o troféu:

O primeiro é o eterno protagonista do Scorsese, já tendo feito 9 filmes com o diretor (a maioria como personagem central). Já Leonardo DiCaprio é o atual queridinho, iniciando a parceria com Scorsese em Gangues de Nova York e chegando até Shutter Island, um suspense psicológico programado pra estrear agora em 2010 (são 4 filmes juntos, no total).

De Niro é eternamente grato ao diretor, que o ajudou a se consolidar como um dos grandes atores de sua geração. Já DiCaprio colou no Scorsese e conseguiu evoluir de galã de cinema para um verdadeiro ator, graças aos convívio e acúmulo de experiências com o diretor.


Com um jeito bem peculiar de falar e com umas sobrancelhas que parecem ter vida própria, Scorsese, além de ótimo diretor, possui uma personalidade bem marcante, que acaba cativando... Não foi à toa que ele até já serviu como base pra um personagem de O Espanta Tubarões, filme do qual participou da dublagem...


Mas independente de sua persona, Scorsese virou uma lenda no cinema graças aos seus filmes mesmo.

Alguns dizem que Scorsese não faz filme pro grande público, que ele não pensa naquele telespectador do povão que precisa de tudo mastigado. Essa afirmação está parcialmente errada.

De fato, ele quase nunca faz "filme de Hollywood" (aquela típica história onde você nem precisa se dar ao trabalho de pensar muito). Mas ele também não é de fazer filmes "intelectualóides", visando agradar unicamente um grupo seleto; ele dirige filmes acreditando que o telespectador terá condições de compreender a história, independente do grau de complexidade.

Pra mim, ele está é certo em não subestimar seu público. Até quando faz filmes mais populares - como Os Infiltrados e Cabo do Medo - ele trata os telespectadores com respeito, acreditando que eles terão inteligência o suficiente pra compreender a película.

E é aí que reside o meu encanto pelo trabalho do Scorsese: ele é um diretor notoriamente apaixonado por cinema, que faz seus filmes com gosto e sempre confiando na inteligência de seu público.

Um diretor a ser admirado...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Primeiro Aniversário do Blog!


E como o tempo voa...

Há exato 1 ano, estava eu em casa, sem nada melhor pra fazer, quando tive uma súbita ideia: criar um blog!

Na época, eu não sabia bem pra que eu iria conceber um blog... Mas o tempo vago e a vontade de se ocupar com algo falou mais alto, e lá fui eu começar a lapidar o que se tornaria hoje o Dispensa a Gravata.

Lembro até hoje a dúvida sobre qual nome dar a essa página... Não lembro exatamente como cheguei até a ideia final, mas ainda me recordo das horas em que fiquei pesquisando no google várias imagens de gravatas, até chegar às que aqui se encontram (aliás, só agora percebi que o blog tá com o mesmo template desde o início... talvez esteja na hora de um update hehehe).



Sinto um certo orgulho de ter criado isso tudo sozinho, ainda mais considerando que eu sou um zero a esquerda em termos de fazer background... Inclusive, até hoje não sei como fiz esse, que apesar de simples, acho bem simpático =D

Esse primeiro ano poderia ter sido melhor em termos de quantidade de posts - por vários momentos isso aqui ficou meio abandonado - mas acredito que a qualidade prevalece sobre a quantidade =)

Muito embora eu tenha criado isso aqui pra falar de qualquer assunto, acabei direcionando o blog pra falar de música (e um pouco - bem pouco - de cinema). Talvez tenha sido por falta de assunto, talvez tenha sido pelo fato da música, como um todo, ser algo muito importante na minha vida (não sei se consigo passar um dia sem ouvir pelo menos uma mísera canção).

Mas o fato é que esse blog não é pra defender ideologias, tampouco serve pra que eu me realize como pseudo-jornalista ou intelectual virtual.

Já gasto muitos neurônios no meu dia-a-dia, então prefiro utilizar esse blog como uma válvula de escape; um lugar pra falar de coisas amenas - até banais - mas que me interessam e permeiam a minha mente por determinado tempo.


Como o próprio nome do blog sugere, aqui é um lugar pra esquecer formalidades e coisas sérias, primando sempre pelos assuntos leves e descontraídos (e música, muita música hahaha).

Enfim, esse foi mais ou menos o perfil do blog nesse primeiro ano. Vamos ver como as coisas se desenrolam pelos próximos 12 meses =)

FELIZ ANIVERSÁRIO, BLOG!! \o/