segunda-feira, 4 de julho de 2011

Playlist das Férias - Parte 1


Julho é um mês especial.

Além de contar com um grande acontecimento anual - meu aniversário heheh - Julho é um daqueles meses em que todo mundo aguarda ansiosamente, pois ele é praticamente sinônimo de férias.

Até quem fica preso ao trabalho, dá um jeito de fugir nos finais de semana e aproveitar esse mês tão prazeroso.


Outro detalhe importante é que, pelo menos na minha região, julho coincide com o verão. Enquanto os Estados do Sul/Sudeste sofrem com o inverno, meu rico e e singelo Estado do Pará entra no ápice do calor. Férias e verão, uma combinação mais do que perfeita =)

E é nesse clima que resolvi começar a postar aqui, (quase) diariamente (assim espero), uma Playlist de férias, que vou montando aos poucos e vendo no que dá. Quase uma brincadeira pessoal, que vou registrando por aqui.

A única coisa que sei é que não há espaço pra música depressiva. A seleção musical é pra animar qualquer viagem de carro em direção a algum balneário.

E que comecem os trabalhos...

#1 - Maroon 5 - Moves Like Jagger (feat. Christina Aguilera)



E numa playlist do Thiago, não poderia faltar Maroon 5 hahahaha

A banda do vocalista Adam Levine lançou recentemente seu novo single, Moves Like Jagger, que é um resumo do que o grupo tem de melhor: uma música animada, grudenta e boa pra dançar.

Contando com uns assobios, uma pegada levemente eletrônica e participação da Aguilera (parceira do Adam no programa The Voice, em que ambos são jurados), a música já estreou no top 10 das paradas americanas.

Essa é pra balançar o pé mesmo sentado =)





Link pra download nos comentários...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Plan B e a difamação de Strickland Banks


Olha, isso que eu posso chamar de um verdadeiro achado!

Enquanto muitos começaram o carnaval baixando a música da Liga de Justiça (que é trash e eu até gosto hahah), aproveitei pra ouvir o "The Defamation of Strickland Banks", segundo álbum de um tal de Plan B, que eu já havia ouvido falar muito bem a respeito.

Como sei que ele é completamente desconhecido aqui, deixe-me fazer a devida apresentação: Plan B é um rapper britânico que, num surto de ousadia e criatividade, resolveu lançar um álbum inteiramente voltado pro soul.

Imaginem algo como Eminem resolvendo cantar músicas da Amy Winehouse. Mais ou menos por aí heheh.

Se esse contexto parece meio esquisito, tudo fica bem explicado ao se ouvir o álbum: o cara teve uma ideia boa e arriscada, que poderia ter comprometido a carreira dele, mas soube executá-la de forma genial.

Misturando um soul com influências de rock e com direito a alguns raps em uma faixa ou outra, o trabalho se destaca facilmente das músicas "lugar comum" que costumamos ouvir nas rádios. Não é à toa que foi um dos 5 álbuns mais vendidos em 2010, no Reino Unido.

O projeto é bem ambicioso: além da mudança brusca de estilo (que não fez muita diferença pro público, já que o cara nem era famoso antes), o álbum conta uma história linear de um personagem fictício, chamado Strickland Banks.

As faixas vão narrando desde a ascensão do sujeito, passando por festas e excessos, terminando na prisão do cara por um crime que ele não cometeu.


Enriquecendo o projeto, os clipes lançados (foram seis até agora) mostram a vida desse Strickland Banks, desde o auge de sua fama até as dificuldades na prisão.

É bem interessante ver o mundo criado pelo Plan B. É quase um filme musical sobre a vida de um cantor de soul, que comete erros na sua escalada pra fama e acaba indo pra cadeia injustamente, embora não fosse santo.

O mais legal é que os clipes foram lançados aleatoriamente, contudo, se colocados na ordem certa, contam uma história linear, bem parecida com a do álbum (mas não exatamente igual).

Como eu sou gente fina e quero divulgar o trabalho do cara, vou entregar tudo mastigado e compartilhar os vídeos na "ordem certa".

Vale muito a pena gastar uns minutos pra apreciar esse ótimo trabalho! Recomendo sem ressalvas!



THE DEFAMATION OF STRICKLAND BANKS

PARTE 1: Introdução
MÚSICA: Stay Too Long

Esse clipe serve como introdução ao mundo do tal Strickland. Ele mostra o cantor de soul se preparando pra um show, enquanto vemos a vida de festas na qual ele tava inserido, se divertindo com amigos e conhecendo mulheres.




PARTE 2: Vida pessoal

MÚSICA: Writing's On The Wall

Aqui, nós vemos o Strickland finalmente entrando no palco. Ao mesmo tempo, conhecemos a vida pessoal dele. Basicamente, ele é casado com uma mulher, mas não lhe dá a devida atenção, preferindo farrear mundo afora e esquecendo do jantar que combinou com ela.




PARTE 3: Começo da queda

MÚSICA: Love Goes Down

Strickland se apresenta num programa de TV. Ao mesmo tempo, vemos ele e sua esposa em conflito nos bastidores. Nota-se que a relação está esgotada e o cara já tá agindo como estrela mal criada. No final, ele é abordado no programa por policiais e é preso.




PARTE 4: Julgamento e Condenação

MÚSICA: She Said

O clipe mostra Strickland num interrogatório e num tribunal. Flashbacks mostram o cara com uma morena, que já era vista nos clipes acima, e depois ela no tribunal, acusando-o de algo que não ocorreu (subtende-se que seja estupro, embora ele só tenha dado o fora nela). No final, ele é condenado.




PARTE 5: Prisão

MÚSICA: Prayin'

Aqui começa a fase de agonia do Strickland: condenado injustamente, ele se vê preso e envolto a criminosos. O clipe mostra as confusões que ocorrem ali e o desespero dele. Escrevendo a respeito, a coisa parece tensa e sombria, mas o clipe e a música até dão uma aliviada no tema.




PARTE 6: Reflexão

MÚSICA: The Recluse

Continuando o drama acima, vemos Strickland encarcerado numa solitária da prisão, onde ele começa a relembrar a vida lá fora e como ela já estava se deteriorando. O vídeo meio que faz um balanço geral da história, mostrando tanto o ante e depois da condenação injusta.




Eu ouvi dizer que Plan B pretende lançar um sétimo vídeo. Não sei se é verdade, mas vai ser interessante ver onde ele será encaixado nessa história.


Assistam e apreciem esse bom trabalho! É sempre legal ver artista tentando fazer algo diferente, pra variar do marasmo.

E procurem o álbum, pra conhecer o projeto na íntegra!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Playlist da domingueira

Depois daquele almoço de domingo, nada melhor do que descansar na sua casa e colocar aquela música esperta pra embalar sua tarde de preguiça.

Hoje não vai ser diferente, mas vou aproveitar pra compartilhar aqui o que está rolando na minha playlist. É bem diversificado, mas tudo de bom gosto (eu acho rs).


JESSIE J - PRICE TAG (FEAT. B.o.B)

O ano mal começou, mas posso adiantar que essa é uma das melhores canções de 2011. Com uma mensagem bem positiva (que pede para deixar de lado as coisas materiais e valorizar mais o amor), Price Tag acaba lembrando um pouco Where's The Love, clássico dos Black Eyed Peas.

Jessie J, a dona da música, é uma das apostas para esse ano, segundo uns críticos musicais. E ao lado do rapper B.o.B (descoberta do ano passado), ela tem pelo menos uma boa música em mãos pra estourar mundo afora.




FAR EAST MOVEMENT - ROCKETEER (FEAT. RYAN TEDDER)


O nome do grupo pode não ser muito familiar, mas você com certeza já ouviu o primeiro single deles, Like a G6 (aquela música que toca em toda festa e que você fica na dúvida se é do Black Eyed Peas ou não).

O grupo se destaca por ser formado por um trio de japas metidos a rappers, que mistura hip hop com eletrônico. Rocketeer, porém, é uma baladinha bem bacana, com direito a um refrão marcante cantado pelo Ryan Tedder, vocalista da banda de rock OneRepublic. Muito boa!




MAROON 5 - NEVER GONNA LEAVE THIS BED


Eu recentemente comprei o último álbum deles, lançado ano passado, e me viciei novamente nas músicas. Para mim, Maroon 5 faz um som pra escutar a qualquer hora, em qualquer lugar (nem sou fã, né? heheheh)

Never Gonna Leave This Bed fala sobre aquela sensação de querer ficar ao lado de quem se ama para sempre, apesar de receios e situações do passado. Pra quem curte as baladas da banda, como She Will Be Loved e Won't Go Home Without You, a música não decepciona.




ELIZA DOOLITTLE - SKINNY GENES


Eliza foi uma das boas descobertas do ano passado. Com um trabalho que lembra Lily Allen, a cantora faz um pop bem descontraído, ótimo pra ouvir nas horas de descanso.

Skinny Genes fala sobre aquele tipo de relacionamento em que o casal tem atrito, mas no fundo se gosta e acaba resolvendo as coisas na cama. Com uma letra bem sacada e bem humorada, a canção foge da vulgaridade e diverte (e o clipe realça esse lado).




BRUNO MARS - GRENADE


Esse cara é multi-funcional. Além de cantar maravilhosamente bem, tem um ótimo talento como compositor e já produziu muita coisa boa pra outros artistas. Não é a toa que ele vem se destacando e está fazendo um sucesso merecido.

Grenade é o mais novo hit do cara e tem uma letra muito bem inspirada sobre um cara que é capaz de fazer qualquer coisa pela pessoa amada, apesar de saber que a recíproca não é verdadeira. Os versos são meio melancólicos, mas verdadeiros, e isso que engrandece a música.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O amadurecimento de Adele


Existe uma linha musical chamada "pop retrô", da qual eu gosto muito. Basicamente, consiste em artistas novos bebendo água de fonte antiga, fazendo um som que mistura pop/soul de antigamente com uma roupagem moderna.

A principal representante desse estilo (ou pelo menos a mais conhecida mundialmente) é a porra-louca Amy Winehouse, que inclusive passou pelo Brasil em janeiro. Ao lado dela temos também a loira-pitelzinho Duffy, que já foi assunto aqui no blog.

Juntando-se a elas e formando o trio mais forte do segmento, temos a gordinha Adele, a mais nova do grupo. Ela não é tão conhecida no Brasil quanto suas colegas, mas é tão talentosa quanto.

Em 2008, ela lançou o álbum "19" (que correspondia à sua idade na época), sendo aclamada pela crítica e ganhando a atenção do público com as excelentes Chasing Pavementes, Hometown Glory e Make You Feel My Love (um ótimo cover do Bob Dylan).

A qualidade do trabalho rendeu frutos e a cantora ganhou alguns prêmios importantes, como o Grammy de melhor nova artista e melhor música pop feminina (por Chasing Pavements).

Após 3 anos desde seu primeiro cd, a cantora abre o ano com seu novo trabalho, chamado "21". Assim como no álbum anterior, o título faz referência às experiências vivenciadas naquela idade, transpostas em música (eu quase escrevo que ela tem 21 anos de idade, mas a moça já está com 22).

Se no ano passado a Duffy conseguiu o feito de lançar um segundo álbum tão bom quanto o primeiro, esse ano a Adele vai mais além e consegue a proeza de lançar um trabalho infinitamente melhor que o primeiro, que por sua vez já era ótimo.

Incorporando novos elementos na parte instrumental, a cantora inglesa dá um belo upgrade no seu repertório, deixando-o mais animado. Isso fica evidente no carro-chefe do álbum, Rolling In The Deep, assim como nas faixas Rumour Has It e I'll Be Waiting.


Mas como a mulher ficou famosa por músicas mais lentas, ela não decepciona e aparece com baladas como He Won't Go, Turning Tables e One and Only. Sem contar a belíssima Take It All, que fica só na voz e piano (o que já é o suficiente).

E como não poderia faltar um coverzinho, dessa vez temos uma versão de Lovesong, um clássico da banda The Cure. Refeito em forma de bossa nova, numa sacada genial, esse cover é um dos pontos altos do álbum. E ainda destaco a inédita Set Fire To The Rain, uma das minhas favoritas

Enfim, Adele não deixa nada a dever ao estilo "pop retrô", superando as expectativas e mostrando como ela vem amadurecendo como artista. Aliás, é até impressionante constatar que, aos 22 anos de idade, ela já tenha na bagagem dois trabalhos tão maduros e adultos.

Ela talvez seja aquele tipo de pessoa que já nasce velha... mas num bom sentido =)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os melhores álbuns de 2010

Ano novo, hora de fazer retrospectiva do ano que se passou.

Além das reflexões habituais, daquela olhada no próprio umbigo pra pensar sobre como anda sua vida, também fiz um retrospecto do que andei ouvindo em 2010. E nessa onda acabei tendo a ideia pra esse primeiro post.

Meu gosto musical sempre foi bem eclético, mas revendo algumas coisas (com a ajuda da minha biblioteca virtual no last.fm), vi que meu gosto musical varia BASTANTE heheheh.

Acredito que em todo estilo dá pra encontrar coisa boa, basta saber procurar (menos em sertanejo universitário hahahah zoando)


Então, sem mais enrolações, separei os 25 melhores álbuns do ano passado (de acordo com meu gosto musical). Abaixo segue a lista (em ordem alfabética, mas sem ordem de preferência):

1. Arcade Fire - The Suburbs

Confesso que não conhecia nada dessa banda, mas insistiram tanto pra escutar que fui conferir. E a surpresa foi muito positiva! Um indie rock bem light. E merecidamente foi indicado ao Grammy 2011 de melhor álbum do ano.

Sucessos: The Suburbs; Ready To Start
Indico: Modern Man; Wasted Hours

2. Bruno Mars - Doo-wops & Hooligans

Bruno Mars surgiu em 2010 participando de músicas de sucesso como Nothin' On You (do B.O.B) e Billionaire (do Travie McCoy). Mas ele também se deu bem com seu primeiro trabalho solo. Uma mistura de pop com reggae bem legal.

Sucessos: Just The Way You Are; Grenade
Indico: The Lazy Song

3. Cee Lo Green - The Lady Killer

A grande voz por trás do Gnarls Barkley (lembram do hit Crazy?) lançou um cd solo muito interessante, reunindo pop, soul e funk. Na realidade, apenas Fuck You, música escrita em parceria com o Bruno Mars, já vale o cd. O resto é lucro (dos bons).

Sucessos: Fuck You
Indico: Bright Lights Bigger City; Please


4. Corinne Bailey Rae - The Sea

Depois de fazer sucesso com Put Your Records On e Like a Star, Corinne ficou meio apagada nesse segundo trabalho. Mas isso não diminuiu a qualidade do cd. Um pop bem calminho, pra ouvir em fim de noite.

Sucessos: Nenhum rs
Indico: I'd Do It All Again; The Blackest Lily; Are You Here


5. Duffy - Endlessly

Esse já foi até assunto em post no blog. Um dos melhores álbuns do ano passado, onde Duffy conseguiu manter a qualidade do seu trabalho anterior. Um dos poucos cds que comprei a versão física nas lojas. E isso quer dizer muita coisa hahahaha

Sucessos: Well, Well, Well
Indico: Endlessly; Hard For The Heart; My Boy

6. Eliza Doolittle - Eliza Doolittle

Com apenas 22 anos, mas carinha de 17, Eliza lançou seu primeiro álbum no UK e fez bastante sucesso. Uma mistura de pop, folk e ska bem bacana, que se destaca pelo estilo jovial da cantora. Vale a conferida!

Sucessos: Pack Up; Skinny Genes
Indico: So High; Nobody

7. Ellie Goulding - Bright Lights

Elli é uma catora de indie pop que surgiu no começo de 2010, com o álbum Lights. O cd é ótimo, mas prefiro mesmo esta versão dupla, lançada no final do ano, com várias músicas novas (dentre elas Your Song, cover daquele clássico do Elton John). Muito bom!

Sucessos: Starry Eyed; Your Song
Indico: The Writer; Lights

8. Example - Won't Go Quietly

Example é um cantor que também faz as vezes de rapper, o que dá um toque especial nas músicas dele. Um álbum bem dançante, misturando pop com eletrônico e que funciona muito bem como trilha sonora pra corridas.

Sucessos: Kickstars; Won't Go Quietly
Indico: Time Machine

9. Florence + The Machine - Lungs

Tecnicamente, esse álbum é de 2009. Mas como só o conheci ano passado, tá valendo heheeh. Lungs é um trabalho bem curioso, realçado pela voz potente da Florence. Em 2010 ela ganhou destaque mundial, merecidamente.

Sucessos: Dog Days Are Over; You've Got The Love
Indico: Rabbit Heart (Raise It Up)

10. Hurts - Happiness

Hurts é uma dupla com um trabalho bem oitentista, desde o visual nos clipes até a sonoridade das músicas. Um cd com cara de antigo, mas ao mesmo tempo soando moderno. Uma boa novidade em 2010.

Sucessos: Wonderful Life; Stay
Indico: Blood, Tears & Gold

11. James Blunt - Some Kind of Trouble

Outro que já foi assunto aqui no blog. Um álbum pop mais descontraído que os álbuns anteriores do Blunt, com ótimas músicas. Também foi um dos poucos cds em que fiz questão de comprar a versão física nas lojas. Grande rei das novelas globais rs

Sucessos: Stay The Night
Indico: I'll Be your Man; These Are The Words; Best Laid Plans

12. Jamiroquai - Rock Dust Light Star

Quem viveu os anos 90 deve lembrar bem do Jamiroquai, um grupo moderninho com som retrô. Ano passado eles voltaram à ativa, mostrando como é que se faz um bom funk (não confundir com o funk carioca hehehe).

Sucessos: White Knuckle Ride
Indico: All Good In The Hood; Hurtin'

13. Jason Castro - Jason Castro

Jason é um cantor extraído do American Idol e faz um pop no estilo de Jason Mraz e Jack Johnson. Esse cd é bem no estilo do que gosto de ouvir a qualquer hora. Passou por baixo do radar de muitos, mas isso não tira a qualidade do cd.

Sucessos: Nenhum rs
Indico: Let's Just Fall In Love Again; This Heart of Mine

14. Jazmine Sullivan - Love Me Back

Jazmine é uma cantora de R&B que sempre gostei, pelo bom gosto nas músicas e pela voz bem marcante. Esse segundo trabalho não deixa nada a dever ao seu cd de estreia, e ainda procura ser mais diversificado e contemporâneo. Vale a conferida.

Sucessos: Holding You Down (Goin' in Circles)
Indico: Love You Long Time; U Get on My Nerves (dueto com Ne-Yo)


15. Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy

O cara é arrogante, mas dei o braço a torcer com esse trabalho. Samples bem executados, participações especiais bem escolhidas e um clipe de 35 minutos que divulga muito bem todo o álbum. Disparado o melhor trabalho de hip hop do ano.

Sucessos: Runaway
Indico: All of The Lights; Devil in a New Dress

16. Katy Perry - Teenage Dream

Me encarnam por gostar da Katy, mas f*da-se hahaha No ano passado, ela mandou bem no quesito "pop pras massas". Fez um álbum recheado de músicas grudentas , tá bombando e foi indicada ao Grammy 2011 de álbum do ano. Fim. hahah

Sucessos: California Gurls; Firework; Teenage Dream
Indico: Last Friday Night

17. Kings of Leon - Come Around Sundown

Depois de emplacar hits como Sex on Fire e Use Somebody no álbum anterior, alguns se preocuparam que a banda fosse focar mais no sucesso e esquecer da qualidade. Felizmente, o novo álbum só mostra que o grupo tá mais preocupado é em fazer boa música mesmo. Um excelente álbum de rock!

18. Maroon 5 - Hands All Over

Um dos meus grupos favoritos, retornaram em 2010 com um trabalho bem bacana, apesar dos mais exigentes falarem o contrário. É um cd que combina e reforça a qualidade da discografia da banda.

Sucessos: Misery
Indico: Give a Little More; Stuttter; I Can't Lie

19. Neon Trees - Habits

Neon Trees é uma banda de rock alternativo que surgiu do nada e emplacou um hit chamado Animal. Com uma sonoridade que remete a The Killers no começo de carreira, eles fizeram um trabalho bem bacanudo, que merece ser conhecido.

Sucessos: Animal
Indico: 1983; Girls and Boys in School

20. Olly Murs - Olly Murs

Descoberto no programa X-Factor, Olly lançou seu primeiro trabalho ano passado e agradou em cheio. Fazendo um pop bem diversificado e cool, ele vem fazendo um sucesso merecido no Reino Unido. Na minha opinião, a melhor descoberta masculina ano passado.

Sucessos: Please Don't Let Me Go; Thinking of Me
Indico: Busy; Ask Me To Stay; Hold On

21. Sara Bareilles - Kaleidoscope Heart

Consagrada com a música Love Song, Sara faz o que eu chamo de um "pop refinado". Grande compositora e cantora, escreve letras inteligentes que ganham reforço com sua grande voz. Um pop de altíssima qualidade.

Sucessos: King of Anything
Indico: Uncharted; Hold My Heart


22. The Script - Science & Faith

Uma das minhas bandas de rock favoritas! Apostando numa sonoridade mais grandiosa, o grupo irlandês acertou em cheio com esse trabalho, que também já foi assunto no blog. Melhor álbum de rock de 2010, para mim.

Sucessos: For The First Time; Nothing
Indico: Science & Faith; This is Love


23. Sugarland - The Incredible Machine

Nunca pensei que iria gostar de um álbum country, mas esse do Sugarland me surpreendeu. Na realidade, é um álbum que flerta com rock, pop e outros estilos, fugindo do country tradicional. Recomendo muito!

Sucessos: Stuck Like Glue
Indico: Tonight; All We Are; Little Miss

24. Take That - Progress

Take That era um grupo dos anos 90 que sobreviveu ao tempo e agora faz músicas mais adultas. Febre no Reino Unido, esse cd conta com o retorno do ex-integrante Robbie Williams, que estava em carreira solo há anos.

Sucessos: The Flood
Indico: SOS; Kidz; What Do You Want From Me?

25. Travie McCoy - Lazarus

Lazarus é o primeiro trabalho solo do vocalista do Gym Class Heroes. Apesar de ter um single de muito sucesso (Billionaire), o álbum meio que passou batido. Uma pena, pois ele é bem interessante e divertido.

Sucessos: Billionaire (Feat. Bruno Mars)
Indico: Need You; We'll Be Alright


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz natal!


E chegamos a mais uma véspera de natal!!

Acredito que, a essa altura, todo mundo já tenha engordado uns quilos com as incontáveis confraternizações de fim de ano. Mas sempre sobra um espaço pra ceia do dia 24 =)

Não é novidade que eu gosto bastante dessa época de fim de ano, apesar de todos aqueles argumentos de pessoas que enxergam o natal meramente como uma data para aflorar nossa propensão ao consumismo.

Ao invés de perder tempo procurando racionalizar e consequentemente desmerecer a época, seja utilizando alguma religião ou até o mau humor, prefiro encontrar uma lógica própria, me motivando por sentimentos pessoais e não por convenções sociais.

No lugar de comprar presentes meramente pela "obrigação" de presentear, o que consequentemente levaria a lembrancinhas impessoais e desnecessárias, resolvi comprar algo praquelas pessoas, amigos ou familiares, que foram bem marcantes na minha vida esse ano.

Presentear não pela época de natal, mas como uma forma de agradecimento pelo ano de 2010.


Infelizmente, não pude comprar pra todo mundo que gostaria, mas tenho certeza que acertei nas pessoas que escolhi. Afinal, só eu pra saber a importância e relevância de cada um na minha vida, não é mesmo? =)

E como não tenho vocação pra Papai Noel, preferi não esperar o dia 25 e já distribui tudo o que comprei. E só de ver a felicidade no rosto das pessoas já valeu o "esforço" =)

2010 também foi um ano em que procurei ser mais esperto quanto a compras. Ou seja, comprei quase tudo com antecedência, pra não ter que me estressar com shoppings lotados e horas pra estacionar o carro.

Já tenho muita coisa pra me estressar, não preciso tornar uma atividade simples e bem intencionada em algo pra me deixar irritado (pena que o povo brasileiro nunca aprende, vide o caos instalado nas lojas nessa véspera de natal)
.

Também limitei o número de amigos secretos esse ano. Afinal, do que adianta participar daquele amigo oculto impessoal, com presentes genéricos e pessoas que você não possui afinidade? Pra que correr o risco de ganhar uma lembrancinha canalha após gastar com um presente até considerável?

Se é pra brincar, vamos brincar direito, oras.


Por isso me restringi a participar de "somente" 3 amigos secretos. Deu pra caprichar no presente e, em troca, fui agraciado com ótimos presentes também. Acho que essa é a finalidade da brincadeira, apesar dela ter sido muito banalizada nos últimos tempos.

Já nessa véspera de natal, vou pelo tradicional mesmo: ceia com família e depois encontro com os amigos. Esse ano vai ter uma ponta de tristeza, pois não poderei contar com a presença do meu querido pai. Mas estarei tranquilo, porque estarei ao lado de pessoas importantes na minha vida.

Quanto àqueles que se montam de argumentos pra atacar o natal e tudo relacionado a essa época de fim de ano, um conselho: baixe a guarda. E tente curtir o momento. À sua maneira, lógico, pra coisa ficar mais divertida e pessoal =)

E pra embalar essa véspera e o dia 25, encerro o post com a música natalina criada pelo Coldplay, que ficou muito boa! Melhor essa do que alguma música clichê saturada (Simone, estou olhando pra você nesse momento).

Enfim... FELIZ NATAL!



domingo, 19 de dezembro de 2010

James Blunt: um cantor pra amar ou odiar


James Blunt é o tipo de cantor com quem não existe meio-termo: Ou você ama as composições e a voz do cara, ou você detesta com todas as forças a voz "enjoada" e as músicas "melosas" do sujeito.

Curiosamente, lembro bem como o conheci: assistindo a um filme-pipoca no cinema (E Se Fosse Verdade, com Reese Whiterspoon e Mark Rufallo, bem legal), começou a tocar uma música muito bonita e eu tratei de pesquisá-la depois.

O problema é que a p*rra da música não estava na trilha oficial do cd, e eu custei a descobrir... Mas até que um dia a canção caiu no meu colo: era nada menos que You're Beautiful, aquela balada que veio a estourar em todo canto e o lançou no mundo.

Em poucos anos, James gravou seu nome na mente do público, especialmente aqui no Brasil, com uma ajudinha da Rede Globo.

Virando uma espécie de rei das novelas, James foi emplacando uma música atrás de outra (quem nunca ouviu o "rauuuuu-uuuuuuuulllll" de Same Mistake, né? hahaah).

Entretanto, com o sucesso, veio o ódio: tocado à exaustão, muita gente começou a pegar abuso da cara. E desde então ele segue com uma legião de odiadores.

Os comentários negativos, na sua maioria, se referiam ao estilo "emo chorão" do Blunt, e suas músicas melancólicas regadas a um timbre "enjoado".

Mas após passar anos ouvindo a mesma ladainha, James Blunt resolveu inovar e ressurgiu com um novo trabalho, surpreendendo quem estava acostumado com suas baladas melosas.

SOME KIND OF TROUBLE


Some Kind of Trouble, terceiro álbum na carreira do cantor, segue uma linha bem diferente de seus trabalhos anteriores - o bem-sucedido Back to Bedlam (2005) e o ótimo All The Lost Souls (2007).

Após fazer dois cds bem parecidos, que seguiam uma linha mais melancólica, Blunt ressurge com um trabalho mais leve, com músicas mais animadas e um clima mais positivo.

É óbvio que no meio tem aquelas baladas típicas, que levaram o sujeito à fama, mas é inegável que esse trabalho tem uma visão diferente.

Na realidade, depois de tanto "choramingar" em suas músicas, Blunt parece estar mais relaxado, talvez em um ótimo momento pessoal. E isso se reflete nas letras e na melodia.

Some Kind of Trouble acaba sendo um trabalho agradável do início ao fim. Achei bem melhor que o All The Lost Souls e ainda estou decidindo se é melhor que o Back To Bedlam. Por enquanto eu dou por empate =)

Mas apesar dessa evolução musical, não tem jeito: o povo que torce o nariz pro James Blunt continuará torcendo o nariz. Pode ser questão de empatia, talvez. Mas eu acho que é picuinha mesmo =P

Enquanto isso, eu fico curtindo esse novo trabalho, e deixo vocês com Stay The Night, a primeira música de trabalho desse álbum:



domingo, 5 de dezembro de 2010

Rihanna e o saldo positivo em 2010

2009 foi um ano bem tenso pra cantora Rihanna. Além de levar uns sopapos do então namorado Chris Brown, o álbum dela, Rated R, custou a engrenar, principalmente por causa do estilo mais obscuro que ela estava adotando.

Mas passada a poeira do inferno astral, 2010 acabou se provando uma fase mais positiva para ela, com sucesso comercial, indicações ao Grammy e alguns recordes.

No comecinho do ano, ela lançou Rude Boy, uma canção "serelepe" com letra safada, que acabou emplacando no mundo e dava sinais de que a fase ruim estava passando.

Logo depois, ela se juntou ao Eminem e lançou Love The Way You Lie. O dueto deu tão certo que ajudou a reerguer a moral do rapper (que havia retornado à ativa no ano anterior, mas sem emplacar um hit realmente forte) e também ajudou a Rihanna a se manter na mídia enquanto preparava seu novo álbum.

Lançado meio que às pressas, pra representar melhor essa fase mais light da cantora, o álbum Loud é um trabalho mediano, mas que conta com a sorte de ter uns bons hits inseridos no meio.

O carro-chefe do novo álbum, Only Girl (In The World), já chegou bombando e em pouco tempo pegou o #1 em vários países. O segundo single, What's My Name, já vai seguindo o mesmo caminho.

E pra engrossar essa fase boa, ela ainda lança a música Who's That Chick, música produzida e que está no álbum do DJ-estrela David Guetta.


"Mas e os recordes?", você me pergunta... Pois então!

Rihanna vai fechar o ano de 2010 com alguns bons recordes no cenário musical. Um deles até inédito.

Rihanna virou a primeira artista feminina a emplacar quatro hits (Rude Boy/ Love The Way You Lie/ Only Girl/ What's My Name) no topo das paradas americanas em um único ano. O último a fazer isso foi o Usher, no auge de sua carreira nos EUA, lá em 2003.

Já no Reino Unido, a cantora caribenha conseguiu a proeza de emplacar 3 hits (Only Girl/ What's My Name/ Who's That Chick) no top 10 da parada britânica, numa mesma semana. O último artista a fazer isso na terra da Rainha havia sido o finado e lendário John Lennon.

E o recorde inédito, na realidade, é mais uma curiosa nota de rodapé: Rihanna foi a primeira artista a colocar o segundo single no topo antes do primeiro. Em novembro, What's My Name chegou ao topo das paradas americanas antes de Only Girl, que só foi virar #1 semanas depois.

Tenho uma simpatia pela Rihanna, apesar da maioria dos álbuns dela ser mediano (com a exceção do Good Girl Gone Bad e do Rated R).

Ela sempre surge com alguma música grudenta nas rádios e isso, pra uma artista pop, é provavelmente melhor do que fazer um álbum conceitual que ninguém ouve.

Ah, e ano que vem ela vai colher os louros de 2010: Love The Way You Lie, seu bem sucedido dueto com o Eminem, recebeu várias indicações ao Grammy 2011, dentre eles o de canção do ano. E Only Girl ganhou uma indicação pra melhor música dance.

Nada mal.

Pra finalizar o post, compartilho com vocês um medley de Love The Way You Lie, What's My Name e Only Girl, que a Rihanna fez no American Music Awards. Vale a pena conferir!



sábado, 27 de novembro de 2010

Recomendo: Olly Murs


É sempre bom descobrir artistas novos, especialmente quando eles mandam bem já no primeiro trabalho. A novidade da vez é o cantor-compositor inglês Olly Murs.

Na realidade, eu já conheço a figura desde a época do X-Factor, reality show que procura por novas estrelas no Reino unido (pensem em um Ídolos britânico, só que mais bem sucedido).

Já até havia falado sobre o cara uns meses atrás, quando saiu o primeiro single. Mas dessa vez tenho algo melhor pra comentar: o álbum inteiro!

Olly Murs (o álbum, não o artista) é uma mistura de pop despojado com alguns elementos de reggae, que funciona muitíssimo bem.

É o tipo de cd que você deixa no repeat e ouve a tarde inteira, enquanto resolve coisas em casa ou no trabalho =)

O álbum conta com o carro-chefe Please Don't Let Me Go, que foi #1 no Reino Unido e merecidamente bombou por lá. O segundo single, Thinking of Me, foi lançado semana passada e já tá seguindo o mesmo caminho lá na terra da Rainha.

Além dessas, o álbum conta com as ótimas Busy (uma ode a preguiça, com o refrão "ocupado fazendo nada" hahah), I Blame Hollywood e Hold On. E ainda tem Accidental, que me lembrou um pouco de Jason Mraz.

Dentre as baladas, Ask Me To Stay é a minha favorita, mas ainda destaco Heart On My Sleeve, escrita pelo James Morrison (outro cantor que eu curto bastante).

E ainda tem a agitada Change is Gonna Come, a mais diferente do álbum, que é praticamente uma mistura de Freedom do George Michael com Let Me Entertain You do Robbie Williams.

No geral, Olly Murs (o cantor, não o álbum) surpreende com um trabalho bem agradável e variado. Com um som descontraído, o cara é uma boa pedida pra ouvir no carro, na praia, de bobeira em casa... O típico som que me agrada hahahaha

E aproveitando o assunto "X-Factor", é até engraçado lembrar que Olly não venceu o programa, ficando em segundo lugar. Passado 1 ano, ele vem fazendo mais sucesso que o então vencedor, que não empolgou e anda apagado pra carai.

Justiça feita pelo tempo heheh.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A volta de Duffy



Duffy foi uma descoberta tardia para mim, como eu já comentei aqui no blog no ano passado. E volto a afirmar, assim como já mencionei uma vez, que ela foi um dos melhores achados musicais dos últimos anos.

Grande representante do "pop retrô" que faz sucesso no Reino Unido, ela é meio que o pitelzinho do seu gênero, já que suas "colegas" de estilo são ninguém menos que a drogada-porra-louca Amy Winehouse e a gordinha-porém-talentosa Adele.

Se bem que, com essa concorrência, fica fácil se destacar no quesito beleza heueheu


Após estourar mundialmente com seu primeiro álbum Rockferry, que vendeu mais de 6.5 milhões de cópias ao redor do globo, ela está de volta à ativa com seu segundo trabalho, chamado Endlessly.

Confesso que estava um tanto quanto receoso com esse trabalho. É sempre complicado superar o cd de estreia, especialmente quando ele faz muito sucesso com o público e a crítica. Mas parece que Duffy encontrou o caminho certo e fez um segundo álbum muito, muito bacana.

Seguindo a mesma linha do Rockferry, mas variando na sonoridade, Endlessly consegue a proeza de combinar com o Rockferry, mas sem parecer uma cópia pra repetir o sucesso.

Músicas como Don't Forsake Me e a faixa-título Endlessly são a típica balada que alguém pode esperar da Duffy. E ela não decepciona. Mas a grande novidade está nas músicas mais agitadas, como Keeping My Baby, a ótima Lovestruck e o primeiro single Well, Well, Well.

Também achei bem legal os aplausos no começo e durante My Boy, faixa que abre o cd. A impressão que fica é que se está escutando algo ao vivo, embora seja tudo em estúdio.

E Hard For The Heart fecha o álbum de forma maestral, dando a sensação de que Duffy conseguiu manter o nível e não decepcionou. Acredito que irá agradar até os fãs mais exigentes.

Qualidade garantida, agora resta ver se o novo trabalho vai conseguir o mesmo sucesso do álbum anterior.

Espero que sim =)